
A primeira rodada de
negociação das reivindicações específicas dos funcionários do
Banco do Nordeste do Brasil, realizada em dois dias, foi encerrada
nesta sexta-feira (11). Durante o encontro, os sindicatos cobraram do
BNB o atendimento das reivindicações relativas à saúde e
previdência.
“Na segunda parte da negociação, realizada
nesta sexta, fizemos um profundo debate com o banco sobre a Camed e a
Capef. Tratamos, principalmente, do custeio e da sustentabilidade dos
planos”, explica o diretor do Sindicato Fernando Batata, que
representou Pernambuco na primeira rodada de negociação com o
BNB.
>> Veja como foi o primeiro dia de negociação,
nesta quinta-feira
Durante a reunião desta sexta,
os representantes dos trabalhadores reivindicaram aporte de recursos
por parte do banco para os Planos BD e CVI da Capef, e fizeram
relatos de situações que mostram o desequilíbrio do plano de
previdência dos funcionários. Os bancários pedem o equilíbrio
atuarial dos planos e, com o aporte de recursos por parte do BNB,
esperam, principalmente, redução das contribuições dos
participantes.
Sobre a cláusula de democratização da Capef,
as entidades sindicais lembraram que hoje o plano de previdência tem
dois patrocinados: os bancários e o banco. E, assim, reivindicam
paridade na gestão, ou seja, que um representante dos trabalhadores
tenha assento no Conselho da Capef, a exemplo dos planos de
previdência de outros bancos públicos.
Saúde –
Na cláusula de saúde, a principal reivindicação dos
trabalhadores é o fortalecimento da Camed, com a contribuição do
patrocinador duas vezes maior que a do funcionário. Outra proposta é
de melhoria na gestão da caixa de assistência.
Ou seja, a
salvação, segundos os assistidos, é melhorar o custeio da Camed,
via maior contribuição do banco. Com o aumento da participação do
banco, diminuiria a participação dos assistidos. Também foi
cobrada paridade na gestão da Camed, com participação dos
trabalhadores nas decisões.
Ainda na cláusula de saúde, foi
reivindicada a criação do Programa de Assistência Social (PAS),
para aquisição de serviços não cobertos pela caixa de
assistência, como compra de óculos, prótese, tratamento
odontológicos etc. Seria feito um adiantamento para o funcionário,
que devolveria ao banco num prazo elastecido e sem juros.
No
combate ao assédio moral, os trabalhadores reivindicam a adesão do
BNB ao Protocolo de Prevenção de Conflitos. A adesão deve ser
formalizada por um acordo aditivo.
Próxima rodada – A
segunda rodada de negociação específica com o BNB será realizada
na próxima quinta-feira (17) e vai debater os temas Igualdade de
Oportunidades e Remuneração.