O Comando Nacional dos
Bancários e a direção da Caixa realizaram nesta sexta-feira, dia
11, a terceira rodada de negociações sobre a pauta específica da
Campanha 2015. Durante o encontro, os representantes dos empregados
exigiram do banco mais diálogo e menos intransigência nas
negociações.
A secretária de Formação do Sindicato,
Anabele Silva, conta que, apesar da cobrança dos empregados, a Caixa
não avançou nas negociações desta sexta. “Assim como nas duas
primeiras rodadas, o banco negou todas as reivindicações. Desta
vez, cobramos a isonomia entre novos e antigos empregados, o fim do
GDP e o abono dos dias de paralisação em defesa da Caixa 100%
Pública e contra do Projeto de Lei da terceirização. Só ouvimos
‘não’ por parte dos representantes da Caixa”, diz Anabele.
A
próxima rodada de negociação com a Caixa será realizada no dia 18
de setembro e vai debater as reivindicações sobre emprego,
funcionamento das agências e jornada.
>> 1ª rodada: Caixa se nega a discutir Gestão de Desempenho de Pessoas
>> 2ª rodada: Negociação com a Caixa sobre saúde e Funcef não avança
Isonomia
– No debate sobre isonomia, a Caixa recusou a extensão
da licença-prêmio e do anuênio (ATS) para todos os admitidos a
partir de 1998. Os interlocutores do banco alegaram que a proposta é
inviável por conta do elevado custo. Os representantes dos
empregados discordaram da argumentação da empresa, solicitaram o
estudo que foi realizado em 2013, e lembraram que a não extensão
desses benefícios gera uma divisão dentro da própria Caixa, com se
houvesse duas categorias de empregados.
Foram reivindicados
ainda outros itens em relação a isonomia: o fim da discriminação
dos empregados do REG/ Replan não-saldado; manutenção das
gratificações dos empregados envolvidos em processos de apuração
sumária, até que seja dado direito à ampla defesa; e revisão da
Estrutura Salarial Unificada e Plano de Cargos e Salários da
carreira administrativa com valorização salarial, entre
outros.
Carreira – Na negociação desta
sexta-feira, teve início o debate sobre apenas um ponto da minuta
específica relacionado à carreira: Gestão de Desempenho de
Pessoas. Os trabalhadores reivindicam o fim do GDP. E a resposta da
Caixa foi a mesma das reuniões anteriores: o programa será mantido
e a empresa pretende ampliá-lo até 2016.
Como não foi
possível esgotar toda a pauta sobre carreira e nem debater as
questões relativas ao Saúde Caixa, o tema volta à pauta na próxima
negociação, agendada para sexta-feira que vem, 18 de setembro, das
9 às 18h.
Outros temas – A Caixa não aceitou abonar
os dias de paralisação realizados pelos trabalhadores em 27 de
fevereiro, em defesa da Caixa 100% Pública, e nos dias 15 de abril e
29 de maio, contra o Projeto de Lei que escancara a terceirização,
bem como a reversão dos reflexos na carreira.
Sobre o
intervalo de 15 minutos para mulheres, os interlocutores da Caixa
informaram que o banco está cumprindo o que está previsto no artigo
384 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Segundo a
legislação, para fazer hora extra as trabalhadoras devem realizar
esta pausa antes de iniciar a prorrogação do período de trabalho.