
A Comissão Nacional
dos Empregados do Itaú reuniu-se, na última quarta-feira, dia 17,
em São Paulo, para discutir sobre os principais problemas
enfrentados pelos funcionários do banco. Entre eles estão o número
elevado de demissões, a possibilidade de uma redução ainda maior
do quadro de funcionários e o Plano de Complementação da
Remuneração (PCR).
Em reunião de acionistas na penúltima
semana de agosto, ao reforçar a estratégia do Itaú de apostar cada
vez mais no atendimento digital, o diretor da Área de Varejo do
Itaú, Marco Bonomi disse que, em três anos, o banco fecharia 15%
das cerca 4 mil agências físicas que possui em todo o país e, em
10 anos, metade das chamadas “agências tijolo” deveriam ser
extintas.
O Itaú conta hoje com 90 mil funcionários e 60 mil
em agências. Portanto, a estratégia poderia resultar no corte de 30
mil empregos. Outro problema é o aumento no número de bancários
terceirizados e um Plano de Demissão Incentivada (PDI) para os
funcionários do departamento “Middle Marketing”, que o banco
pretende extinguir.
O secretário de Assuntos Jurídicos do
Sindicato, João Rufino, que representou a Pernambuco na reunião da
Comissão Nacional dos Empregados do Itaú, explica que os dirigentes
sindicais estão acompanhando o PDI e orientando os bancários que
desejam participar dele, para que não sejam prejudicados pelo
plano.
Os representantes dos trabalhadores também questionam
a transferência de bancários do Itaú para trabalhar na
administração da empresa de cartão de crédito do banco, a
Hipercard. “Estamos avaliando se essa mobilidade não representa
perda de direitos para os bancários”, afirma Rufino.
Outra
pauta da reunião foi a renovação do acordo, firmado em 2014, a
partir do qual o Itaú passou a encarar os funcionários da
Fináustria como bancários.