
O Sindicato participou
nesta quarta-feira, dia 23, do Ato Unificado das Categorias em
Campanha Salarial e dos Servidores Públicos contra a o Pacote de
Ajuste Fiscal proposto pelo governo federal. Organizado pela CUT, o
Dia Nacional de Luta teve como eixo a “defesa da democracia, do
emprego e do salário”.
No Recife, trabalhadores de diversas
categorias encontraram-se na Praça do Diário e seguiram em passeata
até o Ministério da Fazenda, no Recife Antigo. Professores
aprovados em concurso público que estavam em ato para que a
Prefeitura do Recife os contrate juntaram-se aos demais trabalhadores
no Dia Nacional de Luta.
A presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, explica que o teve o objetivo mostrar para o governo que
“a saída para a crise econômica é pela via do crescimento que
preserve o patrimônio público, promova o emprego, distribua melhor
a renda, diminua as desigualdades sociais e aumente a proteção
social.
O presidente da CUT-PE, Carlos Veras, destaca que os
trabalhadores brasileiros não aceitam pagar a conta de uma crise que
não foi causada por eles. “Queremos uma audiência com a
presidenta Dilma para que ela repense a política econômica do seu
governo”, afirma Veras.
“Se é preciso fazer ajuste para
resolver os problemas da economia, que seja criado o imposto sobre
grandes fortunas, feita a reforma tributária e cobradas as dívidas
das grandes empresas e dos bancos. Os trabalhadores não podem ser
penalizados, mais uma vez”, completa o presidente da CUT-PE
A
secretária-geral do Sindicato, Sandra Trajano, reforça que a
unidade dos trabalhadores aumenta as chances de conquistas, na luta
contra o ajuste fiscal e pelo atendimento de pautas das campanhas
salariais. “Os bancários não poderiam estar fora desse movimento
unificado de caráter nacional. Temos que continuar nos mobilizando
para sair vitoriosos das nossas campanhas salariais e conseguir que o
governo volte atrás desse pacote fiscal”, afirma Sandra.
O
ato desta quarta-feira também se contrapôs a vários projetos que
tramitam no Congresso Nacional e prejudicam os direitos dos
trabalhadores, entre eles a possibilidade de terceirização de todas
as atividades das empresas.