Sindicato e movimentos vão às ruas neste sábado (03) contra retrocessos

Neste
sábado, 3 de outubro, dia do aniversário de 62 anos da Petrobras, o
Sindicato se une a outros movimentos no primeiro ato da Frente Brasil
Popular. A Frente é formada por vários movimentos sindicais,
sociais, populares, estudantis e partidos políticos de esquerda. O
objetivo é desenvolver ações de defesa do patrimônio público
nacional e dos direitos sociais e trabalhistas, além do combate a qualquer
tipo de retrocesso. Em Pernambuco, o ato tem concentração marcada
para 8h, na Praça do Derby.

Os
atos acontecem em todo o país. Eles cobram mudança na política
econômica do governo Dilma, mas não aceitam nenhuma tentativa de
ruptura da legalidade democrática. Para representantes dos
movimentos sociais, não é possível admitir que o ajuste fiscal
recaia nas costas dos trabalhadores e aliviem a situação dos mais
ricos. “Por que não se taxa as grandes fortunas? Por que não se
faz uma reforma tributária? Por que não se cria mecanismos que
impeçam a sonegação fiscal? Por que não se faz auditoria na
dívida pública? Essa é nossa receita para combater a crise”,
afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.

Ela
ressalta entretanto que,
apesar do governo não estar correspondendo com o programa que o
elegeu, qualquer
tentativa de
impeachment significa
golpe
e os movimentos sociais não vão permitir a quebra da legalidade
democrática. “Não
queremos este projeto adotado pela presidenta. Mas muito menos vamos
aceitar a retomada da política neoliberal derrotada em 2002”,
completa
Suzi.

Defesa
da Petrobras –
Em
relação à Petrobras, a principal ameaça é o projeto de lei
131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que pretende
tirar da empresa a função de operadora única do pré-sal, reservas
que podem conter mais de 100 bilhões de barris de petróleo.

Para
a Federação Única dos Petroleiros (FUP), há uma campanha que
mistura os graves episódios de corrupção descobertos pela Lava
Jato com a missão da empresa. Para José Maria Rangel, coordenador
da FUP, os mesmos setores que há décadas tentam privatizar a
Petrobras e as empresas internacionais de petróleo estão por trás
dessas movimentações. “Aqueles que praticaram atos de corrupção
na empresa já estão sendo investigados. O que não podemos aceitar
é que a mídia se aproveite disso para atacar dia e noite a
Petrobras, passando a impressão de que ela está na bancarrota. Isso
é mentira. A empresa tem batido recordes que nunca são noticiados”,
protesta.


no primeiro semestre de 2015, apesar da Lava Jato, a Petrobras
ampliou em 9% sua produção de petróleo e registrou lucro líquido
superior a R$ 5 bilhões. As riquezas que a estatal produz
representam 13% do Produto Interno Bruto (PIB), geram milhões de
empregos e 42% de todos os investimentos da indústria nacional.

Para
José Antônio Moraes, que é coordenador de relações
internacionais da FUP, a disputa petrolífera é ainda é algo “muito
importante” no mundo. Ele cita a Guerra do Iraque (2001-2003) como
marco na retomada das enormes reservas iraquianas pelas empresas
multinacionais. A derrubada de Saddam Hussein também acabou com o
controle das reservas por uma empresa nacional.

Mais
recentemente, mesmo com a queda no preço do barril de petróleo, a
gigante Shell pagou 70 bilhões de dólares (cerca de R$ 280 bilhões)
pela compra da BG Group. “Não é por acaso, a BG tem participação
em cinco campos do pré-sal na Bacia de Santos. Há um claro
interesse da Shell nessa compra, que é ampliar sua presença em
nossas reservas e a mudança na lei de partilha é crucial para
eles”, avalia Moraes.

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