Sindicato ocupa as ruas e exige retomada da agenda progressista

O
Sindicato
participou,
no último sábado (3),
do Dia de Mobilização Nacional em Defesa da Democracia e
da
Petrobras
e contra o Ajuste Fiscal. O
ato foi organizado pela Frente Brasil Popular, que é formada por
vários movimentos sindicais, sociais e populares e partidos
políticos de esquerda.

No
Recife, a concentração foi na Praça do Derby. De lá, os
trabalhadores seguiram em caminhada pelo centro da
capital
até a Avenida Guararapes. Eles cobram mudanças na política
econômica do governo Dilma, mas não aceitam nenhuma tentativa de
ruptura da legalidade democrática.

“Defendemos
a democracia e, consequentemente, a manutenção do governo da
presidenta Dilma, que foi democraticamente eleita; mas discordamos da
sua política econômica. Se é necessário fazer ajuste fiscal, ela
deve cobrar essa conta dos mais ricos. Essa é a hora de taxar as
grandes fortunas ”, afirma a presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, que estava presente no ato, junto com outros diretores da
entidade.

A
mobilização foi marcada pela utilização de roupas e bandeiras
vermelhas, cor que historicamente representa a esquerda. “Temos
orgulho da nossa história e das conquistas sociais que alcançamos.
Continuamos em defesa da
igualdade social e dos direitos dos trabalhadores”, ressalta
Suzineide.

Defesa
da Petrobr
as
No
dia do
ato, 3
de outubro, a Petrobras
completou 62 anos. Durante a
manifestação
nacional, os participantes
colocaram-se contrários aos
movimentos que tentam enfraquecer a empresa,
em especial
ao projeto
de lei 131/2015, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). A
proposta do senador é que a Petrobras
deixe de ser a operadora única nos campos do pré-sal.

Setores
da sociedade e empresas internacionais unem-se, mais uma vez, num
movimento que visa ao
enfraquecimento e à privatização
da Petrobras.
Esse
movimento vai no contrafluxo dos interesses da maioria do povo
brasileiro.

“Aqueles
que praticaram atos de corrupção na empresa já estão sendo
investigados. O que não podemos aceitar é que a mídia se aproveite
disso para atacar dia e noite a Petrobras,
passando a impressão de que ela está na bancarrota. Isso é
mentira. A empresa tem batido recordes que nunca são noticiados”,
ressalta
o coordenador
da
Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.


no primeiro semestre de 2015, apesar da Lava Jato, a Petrobras
ampliou em 9% sua produção de petróleo e registrou lucro líquido
superior a R$ 5 bilhões. As riquezas que a estatal produz
representam 13% do Produto Interno Bruto (PIB), geram milhões de
empregos e 42% de todos os investimentos da indústria
nacional.

Educação
e saúde –
Além
disso, a
lei
12.858/2013,
que determina que 75% dos
recursos dos royalties do pré-sal devem ser destinados para a
educação, e 25%, para a saúde, pode representar um grande avanço
no combate às desigualdades sociais do país.

“Precisamos
fortalecer a Petrobras e reforçar o seu papel social que será
ampliado com a exploração pré-sal. Não aceitamos esse movimento
de desvalorização da Petrobras, pois sabemos que o objetivo dele é
beneficiar as elites em detrimento do povo brasileiro. Essa é a
oportunidade de aumentar a qualidade da educação e da saúde
públicas do Brasil”, ressalta o diretor do Sindicato, Epaminondas
Neto.

Expediente:
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