Enquanto a federação dos bancos traz para a mesa de negociação com os bancários uma proposta de perda de 4% para salários, PLR e vales dos seus empregados, as instituições listadas na BM&FBovespa – detentoras de mais de 60% dos ativos do sistema financeiro brasileiro – preveem aumentar a remuneração fixa de seus diretores executivos, em 2015, muito acima da inflação. Há casos em que o reajuste desses já supersalários chega a 81%. Apenas uma fatia do que esses funcionários devem receber, pois não inclui bônus e outros pagamentos variáveis.
O levantamento foi feito pelo portal iG a partir das informações que essas empresas prestaram ao mercado, e compara as previsões de remuneração fixa – salário ou pró-labore, benefícios diretos e indiretos participação em comitês e outros valores fixos, em que algumas instituições incluem o INSS patronal, de 22,5% – para 2014 e 2015. Das 25 que prestaram informações, 20 projetam uma remuneração fixa média por diretor maior que em 2014 e, em 16 desses, o aumento supera a inflação de 9,65% estimada pelo mercado para este ano, segundo boletim Focus, do BC.
“Enquanto são tão gananciosos com os bancários, são extremamente generosos com os executivos dos bancos”, critica a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários – que negocia com a federação dos bancos a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. A dirigente estava nas ruas do centro de São Paulo na terça 6 no primeiro dia de greve nacional da categoria. “Ou seja, os bancários têm mais é que fazer greve mesmo e muito forte como resposta a todo esse desrespeito.”
Boladas – O maior reajuste é do Banco de Brasília (BRB), contr