Bancários em greve protestam nesta quarta em frente ao BB da Dantas Barreto

O final de semana
prolongado não tirou o ânimo dos bancários, que iniciaram a
segunda semana de greve com muita força em Pernambuco. Esta
terça-feira (13), oitavo dia de paralisação, manteve praticamente
o mesmo número de adesões, com 87% dos bancos fechados do estado.
Nas instituições financeiras públicas, a paralisação é quase
total: 98%. Já nos bancos privados, os bancários fecharam 77% das
unidades.

“Os bancários mostraram que estão mobilizados e
não deixaram a adesão à greve cair, após o feriado prolongado de
Nossa Senhora Aparecida”, comenta a presidenta do Sindicato,
Suzineide Rodrigues. Para ela, a tendência é que a greve cresça
ainda mais nos próximos dias para forçar os bancos a retomar as
negociações.

“Os sindicatos estão abertos ao diálogo e
apostam na negociação para solucionar os impasses dessa Campanha
Nacional. Mas os bancos, após oito dias de greve, continuam em
silêncio, mostrando que não respeitam nem os seus funcionários e
nem os clientes e usuários”, diz Suzi.

Para aumentar a
pressão sobre os bancos, o Sindicato tem realizado atos e protestos
cotidianamente durante a greve. Nesta terça, a manifestação foi
realizada em frente à Caixa da Avenida Conde da Boa Vista, região
central do Recife. Além de exigir a retomada das negociações, o
protesto também cobrou mais contratações e proteção ao emprego
dos bancários.

Nesta
quarta-feira, dia 14, o protesto será realizado em frente à agência
do Banco do Brasil da Avenida Dantas Barreto, também na região
central do Recife. A manifestação está marcada para 15h30.

>> Bancários iniciam segunda semana de greve com protesto no Recife 
>> Confira a galeria de fotos do oitavo dia de greve
>> Contra o silêncio dos banqueiros, greve cresce no oitavo dia em todo o Brasil 

“Vamos aproveitar o ato para dialogar com a população
sobre a importância da prevenção ao câncer de mama. O Sindicato
está engajado na Campanha Outubro Rosa e vamos aproveitar a
visibilidade da greve para conscientizar a sociedade sobre as formas
de combater este que é o câncer mais comum entre as mulheres”,
explica Suzi. Durante o protesto, o Sindicato vai distribuir laços
rosa, que simbolizam mundialmente a luta contra câncer de mama.

>>
Sindicato se engaja no Outubro Rosa e
reforça combate ao câncer de mama


Além de
colocar em pauta o Outubro Rosa e a luta contra o câncer de mama, o
Sindicato também vai destacar durante o ato as reivindicações
sobre saúde dos bancários que não foram atendidas pelos bancos.
“Temos uma série de demandas que foram debatidas na mesa geral com
a Fenaban e nas mesas específicas com os bancos públicos. Todas
elas foram ignoradas pelos patrões”, destaca Suzi.

O
secretário de Bancos Públicos do Sindicato, Renato Brito, conta que
os bancários vão realizar o protesto em frente ao Banco do Brasil
porque há questões urgentes sobre a saúde dos bancários do BB que
não estão tendo a devida atenção da empresa.

“A
caixa de assistencia à saúde dos
funcionários do BB, a Cassi, está passando por sérios problemas
financeiros. Os sindicatos e os diretores eleitos da Cassi já
apresentaram ao banco uma série de propostas para solucionar esses
problemas e para garantir que a caixa de assistência continue
atendendo os funcionários com qualidade. Mas o BB não avança nas
negociações e nem apresenta alternativas para solucionar os
problemas”, explica Renato.

Assembleia – No final
da tarde desta terça-feira, o Sindicato realizou mais uma assembleia
para organizar os próximos passos da greve dos bancários. Como não
há nenhuma negociação agendada, o Sindicato vai realizar a próxima
assembleia na terça-feira da semana que vem, dia 20, às 18h, na
sede da entidade (Av. Manoel Borba, 564, Boa Vista, Recife).

“Caso
os bancos chamem os sindicatos para negociar e apresentem uma nova
proposta, convocaremos imediatamente uma assembleia com os bancários
para avaliar o novo cenário. Caso isso não ocorra, a assembleia
será somente na próxima terça. Vale destacar que os sindicatos
estão abertos ao diálogo, mas os bancos têm se negado a retomar as
negociações”, diz Suzineide.

A greve – A
paralisação nacional dos bancários completou oito dias nesta
terça. Além do reajuste salarial de 16%, os bancários reivindicam
valorização do piso no valor do salário mínimo calculado pelo
Dieese (R$ 3299,66 em junho), PLR de três salários mais R$
7.246,82, combate às metas abusivas e ao assédio moral, melhores
condições de trabalho, fim da terceirização e proteção ao
emprego, vales-alimentação e refeição maiores.

As
negociações estão paradas desde o dia 25 de setembro, quando os
bancos apresentaram a pior proposta de acordo dos últimos dez anos.
Ofereceram reajuste de 5,5% (quase a metade da inflação de 9,88% de
agosto), que representa perda real de cerca de 4%; e abono de R$ 2,5
mil, pagos apenas uma vez e não incorporados ao salário.  

Expediente:
Presidente: Fabiano Moura • Secretária de Comunicação: Diana Ribeiro  Jornalista Responsável: Beatriz Albuquerque  • Redação: Beatriz Albuquerque e Brunno Porto • Produção de audiovisual: Kevin Miguel •  Designer: Bruno Lombardi