
Os funcionários da
unidade do Recife da Poupex (Associação de Poupança e Empréstimo)
aprovaram por unanimidade a proposta de acordo feita pela empresa
sobre as reivindicações da campanha salarial 2015. Durante a
assembleia realizada pelo Sindicato nesta quarta-feira, dia 18, os
trabalhadores elogiaram o resultado das negociações, que garantiram
novos avanços este ano.
Segundo o secretário de Bancos
Privados do Sindicato, Adeílton Filho, o acordo aprovado garante os
mesmos reajustes conquistados pelos bancários na Campanha deste ano
e vai além: “Conseguimos manter o poder de compra dos
trabalhadores com um reajuste de 10%, igual ao dos bancários, mas
garantimos um abono no valor de R$ 4.043,58 para os empregados
admitidos até 31 de dezembro do ano passado. Esse valor será pago
em duas parcelas, de R$ 2.021,79, nos meses de janeiro e junho do ano
que vem”, conta.
Adeílton ressalta que, no geral, o acordo
da Poupex segue os mesmos parâmetros da nova Convenção Coletiva
dos Bancários, conquistada em outubro depois de 21 dias de greve.
“Embora a Poupex não seja associada à Fenaban (Federação
Nacional dos Bancos), a empresa aceitou pagar o mesmo reajuste
garantido pelos bancários, como vem ocorrendo nos últimos anos. O
aumento de 10% nos salários e demais verbas é um pouquinho maior
que a inflação, o que garante a manutenção do poder de compra. Já
os vales alimentação e refeição tiveram um reajuste histórico,
assim como os tíquetes dos bancários: 14%, valor que representa
3,75% de ganho real”, diz Adeílton.
A Poupex também pagará
Participação nos Resultados (PR) a todo empregado admitido até 31
de dezembro de 2014, correspondente a 90% do salário-base mais
verbas fixas de natureza salarial (já com os reajustes), acrescida
do valor fixo de R$ 2.021,79.
“Os funcionários da Poupex
estão de parabéns pelo acordo conquistado através das negociações
entre os sindicatos e a empresa. Aqui, na unidade do Recife, temos
doze empregados, que ficaram satisfeitos com o acordo. Aliás, vale
destacar que as condições de trabalho nesta unidade são muito
boas. Não há pressão para o cumprimento de metas abusivas, não há
assédio moral e o clima entre os funcionários é ótimo”,
finaliza Adeílton.