
O Sindicato promoveu
nessa quarta-feira, dia 18, mais uma reunião com os aprovados de
Pernambuco no último concurso do BNB, realizado em 2014. No
encontro, foram planejadas ações para pressionar o banco a honrar o
compromisso, assumido na Campanha Nacional de 2013, de realizar mais
contrações.
O secretário de Assuntos Intersindicais do
Sindicato, Fernando Batata, que é funcionário do BNB, explica que,
no Instituto Nordeste de Cidadania (INEC), que funciona dentro da
estrutura do banco, trabalham cerca de 5 mil funcionários
terceirizados.
“O banco alega que esses funcionários só
trabalham com microcrédito. Mas isso não é verdade, pois eles
realizam transações de até R$ 15 mil. Se o BNB substituir os
terceirizados por concursados, todos os aprovados serão contratados,
e ainda será necessário fazer novos concursos”, afirma Batata.
“Além disso, emprestar dinheiro é atividade fim do banco e não
pode ser terceirizada”, completa o diretor.
Em agosto, o
Sindicato reuniu-se com a Superintendência do BNB em Pernambuco para
reivindicar a contratação de mais aprovados no último concurso. “À
época, apenas 30 dos 162 aprovados em Pernambuco haviam sido
contratados. Depois da pressão do Sindicato, o banco fez novas
contratações”, afirma a diretora do Sindicato Veruska Ramos. “O
Sindicato tem dado todo o suporte aos aprovados no concurso, mesmo
antes de eles se tornarem bancários”, completa a diretora.
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cobra do BNB a contratação dos concursados do ano passado
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se une a concursados do BNB para cobrar mais contratações
Reuniões permanentes –
O Sindicato pretende realizar reuniões mensais com o grupo. Além
disso, o secretário de
Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, convida a todos os
concursados ainda não contratados – não só do BNB, mas todos os
bancos públicos – para se cadastrarem no Departamento
Jurídico do Sindicato.
“Com esse cadastro poderemos
contribuir na organização
dos grupos e incentivar as mobilizações. A contratação
dos concursados beneficia não só os trabalhadores, mas toda
a sociedade, que terá acesso a um serviço de maior qualidade”,
afirma Rufino.
Outra distorção apontada pelo secretário de
Assuntos Jurídicos é a não utilização do ponto eletrônico para
registro de jornada dos funcionários do BNB. “O registro
impreciso do ponto eletrônico contribui para esconder a necessidade
de mais funcionários. Cada três bancários que realizam duas horas
extras por dia, sem registrar isso no ponto, completam a jornada de
mais um concursado que seria necessário para suprir aquela demanda
de trabalho”, completa.
O diretor do Sindicato e
funcionário do BNB, Ricardo Vaz, também participou da reunião.