Sindicato e BB voltam a negociar soluções para a Cassi nesta quinta

Os sindicatos e o Banco
do Brasil voltam a se reunir nesta quinta, dia 3, para discutir a
situação deficitária da Cassi (Caixa de Assistência dos
Funcionários). Na última rodada de negociação, realizada em 19 de
novembro, os trabalhadores rejeitaram a proposta do banco de criar um
fundo para a Cassi por meio do qual BB sugere antecipar suas
contribuições à Caixa de Assistência mas, em contrapartida,
deixar de repassar à entidade o percentual (4,5%) relativo a futuras
aposentadorias. Os dirigentes cobram novas alternativas.

Segundo
Renato Brito, secretário de Bancos Públicos do Sindicato e
representante de Pernambuco no Conselho de Usuários da Cassi, a
expectativa é que as negociações desta quinta avancem. “As
negociações estão caminhando bem, embora ainda não haja
perspectiva de acordo para solucionar os problemas financeiros da
Cassi. Nós, do movimento sindical, já apresentamos uma série de
propostas para o banco, que também apresentou a sua. As negociações
estão formulando alternativas e soluções emergenciais que, ao
menos, permitiram não esgotar as reservas da Cassi até o final de
2015”, diz.

A secretária-geral do Sindicato, Sandra
Trajano, destaca que a expectativa dos bancários com as negociações
sobre a Cassi é muito grande. “O movimento sindical tem feito
diversos estudos, junto com os diretores eleitos da Cassi, para
solucionar os problemas financeiros e garantir que a nossa Caixa de
Assistência continue atendendo os funcionários com qualidade e,
principalmente, sem ferir a sua principal característica, que é o
princípio da solidariedade”, diz.

Solidariedade em risco
Para se isentar de qualquer responsabilidade em relação aos
atuais e aos futuros aposentados, o banco propôs o repasse à Cassi
de R$ 6 bilhões, referentes à atual provisão para custear as
contribuições dos aposentados. Esse montante seria transferido para
um fundo específico gerido pelo banco.

Além disso, o BB
elevaria a contribuição patronal de 4,5% para 5,49% sobre os
salários dos funcionários da ativa. Os 4,5% continuariam sendo
utilizados para o pagamento de despesas da Cassi, e os 0,99%
adicionais seriam direcionados à capitalização mensal do fundo.

O
secretário de Bancos Públicos do Sindicato ressalta que a proposta
do BB é insuficiente. “Essa proposta não dialoga com a questão
da sustentabilidade e aponta para o fim da solidariedade, com a
desobrigação em relação aos aposentados”, afirma Renato. “A
Cassi nasceu ancorada na solidariedade. Mexer com ela é ameaçar a
identidade do plano”, completa.

A valorização do modelo de
atenção integral à saúde é um caminho para redução de custos,
sem prejuízos à qualidade do plano. Trata-se de um modelo
preventivo, baseado na atuação dos médicos da família, que pode
reduzir casos de adoecimento precoce, doenças crônicas e
intervenções de custo elevado que nem sempre são a melhor
alternativa para o tratamento.

Renato explica que, com essa
proposta do BB, os futuros aposentados correm o risco de ficar sem a
cobertura da Cassi e os eventuais déficits seriam custeados
exclusivamente pelos associados. “Diante desse cenário, o
funcionalismo precisa apropriar-se das discussões da Cassi. Apenas
com participação ativa e sentimento de pertencimento, será
possível garantir a qualidade do plano para esta e para as próximas
gerações”, reforça Renato.

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