Em ato em frente à Giret, Sindicato denuncia tentativas de esvaziamento da Caixa

O PLS 555, que ameaça as empresas
públicas brasileiras e pode ser votado a qualquer momento no Senado;
o esvaziamento do banco, com mais um Plano de Apoio à Aposentadoria,
sem que sejam repostas as vagas; os boatos de reestruturação; a
falta de condições de trabalho… Esses foram alguns dos motivos
que mobilizaram os empregados da Caixa em mais um Dia Nacional de
Luta nesta quarta-feira (02).

Com ato em frente à Giret, o Sindicato
alertou os clientes sobre os problemas do banco e convidou os
trabalhadores a se organizarem para enfrentar o cenário adverso. “A
gente tem esse projeto de lei, o PLS 555, que pode ser votado a
qualquer momento e é uma ameaça ao caráter 100% público da Caixa.
Além disso, há vários outros problemas em questão: a
possibilidade de uma reestruturação, Plano de Apoio à
Aposentadoria sem reposição destes funcionários que estão saindo;
necessidade de mais contratações”, denuncia a secretária de
Comunicação do Sindicato, Daniella Almeida, que é bancária da
Caixa.

A presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, cobra do banco mais transparência em relação à reestruturação, cuja possibilidade vem assustando os trabalhadores,
já às voltas com um ambiente de trabalho tenso e exaustivo. “Vamos
organizar os trabalhadores para cobrar da Caixa que ela seja clara,
que deixe de ser evasiva em relação a suas intenções”, afirma
Suzi.

Antes do ato em frente à Giret,
diretores do Sindicato se reuniram, também, com empregados da
agência Marcos Freire, em Olinda, para discutir os temas do Dia
Nacional de Luta.

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Bancários

A retomada das negociações
específicas com a Caixa, no dia 28 de janeiro, escancarou as
verdadeiras intenções da direção da empresa: piorar as condições
de trabalho e o atendimento à população, além de esvaziar o papel
do banco público. Durante a reunião, os interlocutores do banco
disseram que não vão contratar mais bancários e ainda anunciaram a
abertura do novo PAA.

“Cerca
de 11 mil bancários reúnem condições de sair do banco. Mesmo
assim, os representantes da Caixa dizem que não devem contratar mais
pessoas, o que prejudica, inclusive, o papel do banco público no que
se refere à aplicação dos programas sociais. Além disso, a Caixa
também não cumpriu o acordo de 2014 que determina a contratação
de mais 2 mil bancários até o final de 2015”, ressalta Daniella.

Para Suzineide, as decisões
tomadas pela direção do banco acabam reforçando os projetos que
facilitam a privatização das empresas públicas, a exemplo do PLS
555. “O esvaziamento e esfacelamento da Caixa abrem espaço para os
que argumentam contra a qualidade das empresas públicas. É
inadmissível que milhares de empregados saiam do banco por meio de
Planos de Apoio à Aposentadoria e não haja novas contratações
enquanto trinta mil aprovados no último concurso aguardam
convocação”, afirma.

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