
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa se reúne nesta terça (15) para traçar estratégias de organização e reação dos trabalhadores ao plano de reestruturação anunciado pelo banco. O plano foi anunciado na quinta-feira passada, sem que tenha havido qualquer diálogo com os representantes dos
trabalhadores. Em
Pernambuco, uma gerência com quase cem empregados foi extinta e o
clima de tensão se espalha em todas as unidades.
O
plano foi apresentado rápida e superficialmente aos dirigentes
sindicais no dia 10 de março. Para a diretora do Sindicato e da
Fenae (Federação Nacional das Associações de Pessoal da Caixa
Econômica), Anabele Silva, as primeiras impressões do Plano são
muito ruins: “Tudo é muito vago, falta transparência e os
funcionários estão sendo tratados sem nenhum cuidado ou respeito”,
diz.
No
Recife, a extinção da Girec é o primeiro impacto do plano: “os
funcionários estão sendo realocados às pressas, sem tempo para se
estruturar ou incorporar suas funções, que acabam perdendo”,
denunciou uma funcionária. “O
banco desestrutura a vida das pessoas sem nenhum cuidado! Em todas as
unidades, o clima é de pavor…”, critica a
secretária de Comunicação do Sindicato, Daniella Almeida.
O
pouco que se sabe do
plano é
que as mudanças vão começar pela matriz e filiais. Segundo a
direção da Caixa, a intenção é liberar empregados da matriz para
filiais, centralizadoras e rede. Ainda conforme o modelo adotado,
serão extintas 437 gratificações e 32 unidades da estrutura da
matriz. Durante o encontro com a presidenta do banco, Miriam
Belchior, as representações dos trabalhadores cobraram mais
transparência e diálogo.