
Um assalto ao Banco do Brasil de Moreno e outro ao Bradesco
de Areias, na tarde desta terça (29), elevaram para cinco as estatísticas da
insegurança bancária em Pernambuco no ano de 2016. Desde o início do ano, foram
assaltadas duas agências do Itaú: Mercado de São José e Caxangá; duas do Banco
do Brasil: Conselheiro Aguiar e Moreno; e uma do Bradesco, em Areias.
No Bradesco, um grupo de assaltantes rendeu os vigilantes
com uma arma, pelo lado de fora da vidraça, enquanto outros dois já aguardavam
no interior da agência. “A ausência dos vidros blindados facilita esse tipo de
abordagem. Se o vigilante reagisse, poderia provocar um tiroteio e pôr em risco
a vida dos clientes e funcionários”, explica o secretário de Assuntos Jurídicos
do Sindicato, João Rufino, que representa Pernambuco no Coletivo Nacional de
Segurança Bancária.
No Banco do Brasil de Moreno, os assaltantes entraram na agência armados. O banco alega
que a porta estava em perfeito funcionamento. A polícia trabalha com as
hipóteses de as armas serem de brinquedo ou feitas de materiais não detectáveis
pelo sistema de segurança. Os vigilantes foram rendidos e suas armas roubadas.
Em ambos os casos, embora ninguém tenha sofrido agressões físicas,
os assaltos foram violentos. O Sindicato esteve no Bradesco de Areias e
entrou em contato com o Banco do Brasil de Moreno para garantir o fechamento das
agências e assistência psicológica aos trabalhadores.
O Sindicato reforça a importância da
emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). “Existe a possibilidade
de, futuramente, as vítimas passarem a apresentar transtornos pós-traumáticos,
por isso é tão importante ter o registro formal dessa ocorrência. Isso
resguarda o bancário, caso ele adoeça em decorrência do trabalho”, explica o
secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade.