promessas de valorização da Caixa Econômica Federal e dos empregados não passam
de discursos vazios desse atual grupo político que assumiu a presidência do
banco. O que tem ocorrido revela a total falta de comprometimento com a
categoria. Nas unidades de todo o país, o clima é de apreensão devido a
mudanças, principalmente em relação às funções de caixa, tesoureiro e avaliador
de penhor.
É por isso que no dia 3 de agosto, trabalhadores do banco de todo o país vão
protestar contra a retirada de direitos e as péssimas condições enfrentadas
diariamente. “Estamos acertando os últimos detalhes para soltar uma orientação
para empregados e entidades. Entre as ações, as entidades decidirão qual
atividade promover nas unidades. Algumas vão retardar o horário de abertura das
agências. O essencial é que a categoria participe. Constatamos que esse grupo
político que está aí tem aplicado na Caixa o mesmo modelo que o governo
ilegítimo de Temer quer para o país”, diz Fabiana Matheus, coordenadora da
Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).
A decisão de não nomear novos caixa, mesmo em casos de vacância por
aposentadoria ou promoção, foi anunciada pela empresa na negociação permanente
de 2 de junho. Foi criada a figura do caixa minuto, ou seja, outro empregado é
deslocado para a atividade. “As alterações constam no RH 184, que trata da
mudança de critérios na incorporação da função e está sendo minuciosamente
analisado. A incorporação acabou no governo FHC e foi reconquistada em 2006.
Querem retirar novamente”, afirma o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
No caso dos tesoureiros, a transferência das Rerets para a hierarquia das
unidades, ocorrida na primeira onda da reestruturação, tem gerado sérios
transtornos. “Sabemos que há gestores aproveitando-se para deslocar esse
trabalhador para diversas outras tarefas. Entre outros problemas, isso gera
sobrecarga. Já os técnicos bancários estão sendo transferidos para centros de
documentação, fazendo vezes de tesoureiro”, relata Dionísio Reis, diretor do
Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e membro da CEE/Caixa.
No dia 5 de julho, a Caixa informou, em comunicado enviado à toda a rede, que
deixaria de pagar o adicional de insalubridade dos avaliadores de penhor. Após
a pressão da Comissão Executiva dos Empregados, o banco recuou e manteve em
julho o pagamento do valor, dando prazo até 11 de agosto para que as entidades
representativas apresentem argumentos e laudos técnicos pela manutenção do
adicional. “A empresa alega que o ambiente de trabalho se tornou salubre, mas
não é o que dizem os trabalhadores”, acrescenta Fabiana Matheus.
Mais informações sobre o Dia Nacional de Luta serão divulgadas na próxima
semana.