
Ao som do grupo de
Maracatu Flores do Monte e de uma paródia da música “Maracatu
atômico”, eternizada pelo saudoso Chico Science e a Nação
Zumbi, os bancários de Pernambuco lançaram a Campanha Nacional 2016
no estado.
O ato inaugural da
campanha aconteceu na manhã desta quarta-feira, 17, na Praça da
Independência (Pracinha do Diário), no Centro do Recife. Munidos
de faixas, cartazes e de uma carta aberta à população os
dirigentes sindicais explicaram para o público quais as principais
reivindicações da categoria este ano. Os sindicalista também
aproveitaram a atividade para denunciar a falta de funcionários, o
alto índice de adoecimento na categoria bancária, as metas abusivas
e os juros extorsivos praticados pelo sistema financeiro.
O ataque aos direitos
dos trabalhadores, por parte do governo ilegitimo de Michel Temer,
também foi mote dos discursos dos dirigentes bancários no decorrer
da atividade.
Ao final da
manifestação os diretores percorreram as agências do Itaú e
do Banco do Brasil, na Avenida Dantas Barreto e o Bradesco na Rua da
Concórdia. Nestes locais, conversaram com bancários e clientes,
distribuíram material informativo e cantaram a paródia da campanha.
A batida do maracatu também foi ouvida nas agência vistadas nesta
quarta.
No Banco do Brasil,
além das atividades já mencionadas o Sindicato realizou uma rápida
reunião com os funcionários na qual foram discutidos assuntos
relativos à pauta específica dos trabalhadores do BB e a campanha
em defesa dos Bancos Públicos.
A presidenta do
Sindicato, Suzineide Rodrigues, avaliou positivamente o lançamento
da campanha.
“Fizemos esse
lançamento dialogando com a sociedade aqui na praça da
independência. Distribuímos material esclarecendo os desafios da
campanha nacional. Nas agência que visitamos, fomos muitos bem
recebidos pelos bancários. Eles estão entendendo que a conjuntura
não está fácil e sabem que o importante dessa campanha é a defesa
do emprego.”, avalia Suzineide
Suzineide falou ainda
que os trabalhadores não irão pagar o pato pela crise pois os
banqueiros lucraram muito. “É o único segmento da sociedade que
com crise ou sem crise continuam lucrando. Nessa campanha nós
queremos a garantia dos direitos que já conquistamos, mas também
queremos ampliar o debate sobre o emprego. Além da discussão sobre
novas cláusulas. Uma delas diz respeito ao banco digital. Como
ficarão os bancários nesse cenário que não vai ter horário fixo,
nem local para trabalhar? Temos vários desafios. Em contrapartida
teremos muita luta. O Sindicato não vai esmorecer. Por isso eu
reforço o convite: vem bancários para a luta. Só a luta te
garante”, assevera a presidenta.
Negociações
As negociações com a
Fenaban começam nesta quinta-feira (18), e na sexta-feira (19), em
São Paulo. A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no
último dia 9, tendo sido aprovada durante a 18º Conferência
Nacional dos Bancários, realizada de 29 a 31 de julho, na capital
paulista. Nessas duas primeiras reuniões, os representantes dos
trabalhadores tratarão de reivindicações gerais da categoria.
Os eixos centrais da
campanha são: reajuste de 14,78%, valorização do piso salarial, no
valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em
junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas
abusivas e ao assédio moral, fim da terceirização. Além da defesa
do emprego, das empresas públicas e dos direitos da classe
trabalhadora, ameaçados pelo governo interno de Michel Temer.
Além da Fenaban,
também já estão agendadas as primeiras negociações com a Caixa,
nesta quarta-feira (17), em Brasília, e com o Banco do Brasil,
também em Brasília, no dia 23 de agosto.
Principais
reivindicações dos bancários
Reajuste salarial:
14,78% (incluindo reposição da inflação mais 5% de aumento real)
PLR: 3 salários mais
R$8.317,90
Piso: R$3.940,24
(equivalente ao salário mínimo do DIEESE em valores de junho
último).
Vale alimentação no
valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo)
Vale refeição no
valor de R$880,00 ao mês
13ª cesta e auxílio
creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
Melhores condições de
trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem
os bancários.
Emprego: fim das
demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às
terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no
Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que
coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos,
Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
Auxílio educação:
pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra
assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas
agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação.
Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada
das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e
fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por
funcionários.
Igualdade de
oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão
profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e
pessoas com deficiência (PCDs).
Clique aqui e veja as fotos do lançamento da Campanha Nacional dos Bancários em Pernambuco.