Com
o objetivo de dialogar com a população sobre as razões para a
realização da greve, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco vem
fazendo uma série de abordagens na Região Metropolitana do Recife e
no Interior do Estado. A atividade conta com a participação de
dirigentes sindicais, bancários e artistas populares.
Nesta
segunda-feira(12), a ação ocorreu em frente à agência do
Bradesco, localizada no bairro do Derby-Recife.
Durante
o ato, a “Carta aos Clientes” foi distribuída nos
cruzamentos da Praça da Democracia. O material informativo esclarece
que as reivindicações da categoria não são apenas por reajuste
salarial e benefícios. Mas, por mais contratações para redução
de filas nas agências, segurança e melhorias no atendimento ao
cliente. “Os seis maiores bancos lucraram R$ 29,6 bilhões
somente no primeiro semestre deste ano”, denuncia o documento.
O
aposentado Ailton Ribeiro que utilizava o autoatendimento da agência
parou para ouvir os bancários e saiu convencido da legitimidade da
greve. “O que os bancários estão reivindicando é justo,
porque o lucro dos banqueiros é exorbitante. As tarifas que nós
pagamos são abusivas e no dia do pagamento dos servidores o serviço
prestado pelo banco é péssimo”, afirma.
De
acordo com Fabiano Moura, diretor do Sindicato, os bancários chegam
ao sétimo dia de greve com mais de 90% das agências bancárias
paralisadas em Pernambuco. “Nós reivindicamos na mesa de
negociação 14,78% e depois de três dias de greve forte a Fenaban
chamou o Comando Nacional para negociar. Mas, ofereceram 7%, índice
que não atinge nem a inflação. Não vamos aceitar esse tipo de
postura na mesa de negociação”, garante o dirigente. A
proposta de reajuste mais abono de R$ 3,3 mil foi apresentada pela
Federação Nacional dos Bancos(Fenaban) na última sexta-feira (9) e
rejeitada pelos bancários.
Na
próxima terça-feira (13), às 14h, haverá uma nova rodada de
negociação com a Fenaban em São Paulo. A presidenta do Sindicato
dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, participará da
mesa. “Os bancos querem manter uma proposta de abono sem ganho
real e nós não vamos aceitar. Eles não querem dar nem a inflação
(9,5%)”, afirma. Segundo Suzineide, o abono salarial
representará perda de até 4% nos salários no próximo ano.