Bancários marcam forte presença no ato “Esquenta da Greve Geral”

Para denunciar o golpe contra a democracia e lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, o povo pernambucano ocupou as ruas do Recife, na última quinta-feira, durante o ato “Esquenta da Greve Geral. A agenda promovida pelas centrais sindicais contou com a participação de várias categorias que marcharam pelo centro da cidade em direção ao simbólico prédio da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco(Fiepe).

Entre elas, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco que foi saudado pela Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE)  e pelo Movimento dos Sem Terra (MST) por iniciar a primeira paralisação nacional contra os retrocessos nos direitos trabalhistas comandados pelo atual governo.

Durante o ato, a presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues, apontou  Michel Temer como o presidente mais rejeitado da história do Brasil  e, ressaltou a força da classe trabalhadora. “Nem na ditadura houve tantos ataques aos direitos trabalhistas. Mas, não há golpe que nos derrube. Atuamos no  setor que mais serve ao capitalismo neste país e recebemos este governo golpista já em greve. Querem usurpar as nossas conquistas, porém, não passarão. Só a luta nos garante”, afirmou.

A programação específica dos bancários teve início mais cedo com atividade em frente à agência 13 de Maio, da Caixa Econômica Federal.Durante o ato, diretores do Sindicato explicaram aos transeuntes as razões da greve: defesa dos direitos da classe trabalhadora, melhores condições de trabalho e atendimento nas agências  e,  defesa dos bancos públicos.

Conforme o  secretário de Bancos Públicos do Sindicato, Renato Brito, os bancos têm a obrigação de cumprir a função social que lhes cabe. “Os seis maiores bancos que operam no país obtiveram mais de R$ 29 bilhões de lucro, no primeiro semestre de 2016, mas não investiram a contento na produção brasileira e  nem em uma alternativa de saída da crise”, criticou.

Para o delegado da agência Marcos Freire, da Caixa, Lucian Luna, as tentativas dos bancos e de entidades alinhadas com o governo golpista de enfraquecer a greve motivou  uma mobilização ainda maior da categoria.  “Tem sido uma greve difícil, pelo contexto político que estamos passando, mas permaneceremos firmes. Esses ataques não nos enfraquecerão”, advertiu.  “Enquanto os bancos não nos derem uma proposta decente, continuaremos em greve”, completou o funcionário do Banco do Brasil, lotado no Cenop,José Carlos Gomes.

Democracia – Após os dois atos, os bancários ainda manifestaram solidariedade ao ex-presidente Lula, que veio ao Recife, nesta quinta-feira, para agenda do Partido dos Trabalhadores (PT). “Apoiamos a democracia e somos a favor do combate à corrupção. O que está acontecendo com Lula é perseguição política. Nos solidarizamos com ele, que foi o responsável pelo governo que trouxe mais avanços sociais para os trabalhadores na história do Brasil”, afirmou a presidenta do Sindicato,  Suzineide Rodrigues.

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