Após dois
dias à espera de uma negociação honesta, o Comando Nacional de Greve rejeita a
proposta maquiada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste
salarial de 7%, mais R$ 3.500,00 de abono para este ano. E para 2017, Índice
Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) de 0,5%. Os bancários avaliam que a
oferta causa perdas significativas para os trabalhadores e reafirmaram sua
pauta de reivindicação.
A categoria
se coloca à disposição para prosseguir dialogando, mas desde que sobre termos
reais, considerando os lucros exorbitantes que o setor obteve só no primeiro
semestre deste ano.
Para
debater as propostas apresentadas e definir os rumos do movimento grevista, já
na próxima segunda-feira (03/10), o Sindicato dos Bancários de Pernambuco convoca nova assembleia, às 18h, na sede da entidade. “Os banqueiros e governo
golpista estão querendo nos vencer pelo cansaço. Mas a greve continua. Não há
argumento que justifique uma proposta tão rebaixada como esta”, protesta a
presidenta do Sindicato, Suzineide Rodrigues.
Na avaliação do Comando Nacional, os banqueiros estão alinhados com a
nova política econômica do governo federal que desvaloriza e explora os
trabalhadores para bater as metas fiscais, atendendo assim as gananciosas
expectativas do mercado financeiro. Em contraposição às manobras dos bancos, a
reação dos bancários tem sido uma greve vigorosa com números recordes. No seu
23º dia, conta com 13.254 agências e 28 centros administrativos com atividades
paralisadas. O número representa 57% dos locais de trabalho em todo o país com
perspectiva de elevação considerando a flagrante indignação dos servidores com
os banqueiros .