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Após aprovação do
regimento, a manhã do segundo dia da 14ª Plenária Estadual –
Congresso Estadual Extraordinário da Central Única dos Trabalhadores de
Pernambuco (CUT-PE) é marcada pelo debate sobre conjuntura
política. Para subsidiar as reflexões do pleno, palestraram destacadas
lideranças locais e nacionais.
Os pontos de
convergência dos discursos apontam para a necessidade de definir estratégias de
atuação, atualização das pautas e renovação das lideranças tendo em vista a construção
da sociedade na perspectiva da justiça social e da valorização do princípio humanitário.
Nessa perspectiva, o coordenador
Nacional da Frente Brasil Popular, João Paulo Rodrigues, abriu a mesa de debate.
“A construção de uma aliança entre as centrais sindicais progressistas, a
definição de um projeto político que nos unifique e a elaboração de estratégias
de atuação para enfrentar o projeto ultraliberal em curso são questões sobre as
quais precisamos avançar na luta da classe trabalhadora para sairmos vitoriosos”,
aponta.
Já na deputada petista,
Teresa Leitão, apresenta uma análise, em nível estadual, com severas críticas
ao governo de Pernambuco. “A gestão de Paulo Câmara é apática, opaca, sem foco
e de entrega às O.S políticas públicas fundamentais para o povo pernambucano”, afirma.
A parlamentar ainda destaca que a atual conjuntura política é complexa com os
partidos da situação e da oposição variando de posição conforme o fisiologismo
e a conveniência das pautas locais e nacionais. E, avança para o encerramento de
sua fala: “a CUT avança ao extrapolar do nicho sindical para a construção histórica
e ao vislumbrar um projeto de sociedade no qual trabalhadoras e trabalhadores
sejam respeitados. Acredito que a Central sairá daqui ainda mais fortalecida”,
conclui.
A fala posterior, apresentada
pela vice-presidenta da CUT Nacional, Carmen Foro, indica questões vitais para
a sobrevivência do movimento sindical. “Precisamos, verdadeiramente, incluir as
lideranças de mulheres, negras, juventude, LGBT como condição para manter viva
nossa luta. Se ampliarmos nossas pautas e renovarmos nossas lideranças tendo em
vista um grande sonho de nação, os golpistas sucumbirão”, acredita. Ela ressalta
ainda que a CUT deve ter claro seus objetivos de médio e longo prazos. “Somos
grandes e fortes para realizarmos nosso sonho de um país humano e justo. Mas,
precisamos ser estratégicos para transformá-lo em realidade”, avalia.
Aberto o tempo para o
debate com mais de 20 inscrições, o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, apresenta
suas questões. “Já sofremos muitas derrotas, mas enquanto houver um trabalhador
respirando na face da Terra, permanecerá acesa a esperança de derrotar os
golpismos e fazer valer nossos direitos”, crava. Na oportunidade, Veras anuncia
que, ainda neste ano, a Central vai realizar um evento de formação para dialogar
sobre a temática LGBT.
Para a presidenta do Sindicato
dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, as discussões aqui estão
todas diretamente relacionadas à categoria. “Os bancários precisam se
incorporar à luta unificada para frear os atentados contra nossa CCT que está ameaçada”,
prospecta.
A agenda da Plenária da CUT-PE, que
ocorre no Assentamento Normandia do Movimento dos Sem Terra
(MST), situado no município de Caruaru (PE), prossegue hoje (21) à tarde e se
encerra amanhã, às 11h30. Na composição da mesa sobre as reformas, irão figurar
a presidenta
CUT-MG e Coordenadora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação
de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira, e o Coordenador
Nacional do MTST, Guilherme Boulos.