
O Encontro Nacional dos funcionários do Banrisul, realizado no dia 22 de julho, reafirmou a disposição de luta dos trabalhadores para resistir às conjunturas política e econômica tão adversas à classe.
A agenda, realizada na sede da Fetrafi-RS, em Porto Alegre, foi marcada pela definição de estratégias para manutenção do emprego, garantia das conquistas e sobretudo pelo debate em defesa dos bancos públicos. O Sindicato dos Bancários de Pernambuco foi representado pela diretora da entidade e funcionária do Banrisul, Janaína Kunst.
“Nos sentimos constantemente ameaçados pelo governo federal, que já revelou a intenção de vender o banco. Consideramos essa posição completamente inadmissível, tendo em vista que nenhuma venda de estatal coloca o país para frente. Portanto vamos continuar à frente dos movimentos contra as privatizações, contra as reformas, em favor das(os) trabalhadoras(es)”, analisa.

Janaina destaca também que outros diálogos devem ser feitos. “Precisamos estabelecer novas agendas onde possamos continuar traçando estratégias de enfrentamento ao desmonte dos bancos públicos. Não podemos aceitar também essas demissões em massa e a desvalorização do quadro de funcionários, enquanto o banco lucra freneticamente. Por isso sugiro intensificar os trabalhos e convocar a sociedade para, juntos, mostrarmos ao governo que nunca desistiremos daquilo que é nosso”, conclui.
Veja o conjunto de deliberações aprovadas pelos funcionários durante o Encontro:
· Intensificar as ações em defesa do Banrisul Público, integrando a luta dos banrisulenses às iniciativas da Frente Parlamentar e demais categorias de servidores públicos estaduais, contra a liquidação do patrimônio do RS;
· Retomada da luta por um novo Quadro de Carreira justo, transparente e que propicie a todos a ascensão profissional;
· Contra a reestruturação do Banrisul: Ampliar as contratações para repor os mais de 700 funcionários, que aderiam ao programa de incentivo à aposentadoria. Não é possível que um banco do tamanho do Banrisul submeta os clientes e usuários a um precário atendimento por falta de funcionários concursados;
· Contra o sucateamento e fechamento na rede de agências e postos de atendimento;
· Combate ao assédio moral e às metas abusivas;
· Retomar o debate sobre a Fundação Banrisul, visando melhorar o que foi feito na reestruturação de 2014 e exigir a abertura imediata de um novo processo de migração para aqueles que assim desejarem;
· Abrir um debate sobre o que está ocorrendo na CABERGS, buscando melhorar o atendimento no interior do Estado, pois em vários municípios continua não existindo;
· Diante dos ataques aos direitos da classe trabalhadora, a campanha exige a maior unidade dos banrisulenses para resistir às chamadas reformas do golpista Temer e mobilizar a categoria para conquistar o atendimento das nossas reivindicações.