Sindicato realiza ato contra desestruturação dos bancos públicos em várias agências do centro do Recife

Defender os bancos públicos é defender o Brasil. Este foi o recado que o Sindicato dos Bancários de Pernambuco levou para agências da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil (BB) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) na manhã desta quarta-feira (30).

Os diretores da entidade visitaram cinco unidades de bancos públicos, localizadas na Avenida Agamenon Magalhães e Rua da Hora, para convocar a sociedade e os bancários para participarem do ato contra os desmontes das empresas públicas que acontece no próximo domingo (3), às 10h, em frente ao Parque Dona Lindu, no bairro de Boa Viagem.

“O governo golpista tem a intenção de privatizar a Caixa e acabar com o papel social de um banco que investe em educação e na aquisição da casa própria”, denuncia o secretário de Administração do Sindicato, Geraldo Times.

A Caixa passa por um processo de “reestruturação” que resultará no fechamento de 122 agências no país, corte de mais de dez mil funcionários e a retirada de setores estratégicos do Nordeste, como a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Outro banco público que está na mira privatista do governo ilegítimo de Michel Temer é o Banco do Brasil. “O que estamos vendo é um ataque ferrenho contra os bancos públicos. Precisamos do engajamento de todos, porque a estabilidade econômica de um país depende de um sistema financeiro público forte”, disse a secretária Geral do Sindicato, Sandra Trajano.

Em diálogo com os clientes, a secretária do Ramo Financeiro do Sindicato, Andreza Camila, destacou a importância do financiamento da agricultura familiar. “O BB e o BNB financiam 70% do alimento que vai para a nossa mesa. E sem esses bancos, sem o apoio público, a comida vai ficar mais cara”.

Os funcionários do Banco do Nordeste compartilharam a preocupação com o uso indevido dos recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) para fins que não são o desenvolvimento da Região. “Quem manda hoje neste governo é a Fiesp, os bancos privados e o capital internacional. E não há interesse de manter políticas públicas para o Nordeste”, conclui o diretor Cléber Rocha.


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