
Entidades representativas e empregados da Caixa Econômica Federal realizaram nesta quarta-feira (30), em todo o país, mais um Dia de Luta em defesa do banco 100% público e dos direitos da categoria. O objetivo das manifestações, que estão ocorrendo semanalmente, é alertar a população sobre o processo de desmonte da empresa. Além de faixas e cartazes, o público alvo foi impactado com informativos de sindicatos e federações.
“Nesta semana tivemos mais um ataque à Caixa. Na porta de dezenas de agências foram fixados comunicados informando que essas unidades fecharão em setembro. Trata-se de mais uma medida que coloca em risco a capilaridade e o papel social do banco, visando seu enfraquecimento e fatiamento. A Caixa é essencial para os brasileiros e, por isso, todos precisam lutar em defesa da empresa”, diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.
Na reunião de planejamento da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) em 16 de agosto, foi orientado que entidades promovam atos públicos nas unidades, reuniões nos locais de trabalho, audiências públicas, entres outras iniciativas. O primeiro Dia Nacional de Luta ocorreu no dia 15, quando foi entregue uma Carta Aberta aos empregados e à sociedade. Já na quarta-feira passada (23), uma Carta Aberta à População foi distribuída.
Segundo Dionísio Reis, coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae, a participação da categoria e da sociedade é crescente. “Os empregados estão vendo no dia a dia a série de ameaças aos nossos direitos, como é o caso do GDP e da verticalização. Com a conscientização que estamos fazendo na porta das unidades, os clientes e usuários também estão cientes dos prejuízos do desmonte da Caixa”, relata.
“A Caixa é o banco dos mais carentes, dos trabalhadores, dos aposentados, das prefeituras, dos empreendedores, de quem quer realizar o sonho da casa própria. O que querem é entregar parte dessa atuação para as instituições privadas, como se elas tivessem perfil social. Não tem. No primeiro trimestre a Caixa pagou 39,8 milhões de benefícios sociais e 67 milhões de benefícios voltados ao trabalhador”, diz Sergio Takemoto, vice-presidente da Fenae.
Jair Ferreira adianta que em setembro será lançada uma campanha nacional em defesa da Caixa. “O principal objetivo é envolver todos os empregados e a sociedade. Em mais de 150 anos de existência, o banco financiou a habitação, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda, políticas sociais, além de crédito com juros mais baixos. Não podemos aceitar que o governo restrinja a atuação da empresa privilegiando interesses privados”, reforça.