Sindicato faz atos na Gifug e Girec nesta quarta-feira (18)


Nesta quarta (18), dia de votação das alterações no estatuto da Caixa Econômica Federal, os empregados realizaram protestos contra o desmonte do banco público em todo o País. Em Pernambuco, o Sindicato dos Bancários fez atos na Gerência de Fundos Governamentais(Gifug) e na Gerência de Recuperação de Ativos (Girec), localizadas no Bairro do Recife, com ampla participação da categoria.

Uma esquete teatral foi apresentada, denunciando os ataques engendrados pelo presidente ilegítimo Michel Temer contra o banco, como fechamento de agências e enxugamento do quadro funcional por meio dos programas de demissão voluntária, esvaziamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), redução do financiamento da casa própria e plano para venda do patrimônio nacional.

Na ocasião, os dirigentes informaram sobre a importância da votação que acontece hoje. Entre os itens, há mudanças que interferem no direito dos trabalhadores e uma transformação substancial no papel social do banco para transformá-lo em uma sociedade anônima (S/A).

Para a secretária do Ramo Financeiro do Sindicato, Andreza Camila, ações que visam ao engajamento dos empregados são imprescindíveis neste momento. “Sem o diálogo com a sociedade e com os empregados, o processo de privatização obterá êxito. É importante estarmos nessa resistência. Precisamos conscientizar a sociedade sobre o fomento à economia realizado por essas empresas. Além disso, são os bancos públicos que, no cumprimento do seu papel social, atendem à população que é excluída do banco privado”, afirma.

A atividade sindical também alertou sobre a situação do contencioso da Fundação dos Economiários Federais (Funcef), deficit deixado pela Caixa e que hoje é assumido pelos empregados. “A imagem da fundação vai começar a ficar desgastada e os recursos também. Com esse processo de reestruturação, que aqui já passou, irá aumentar a demanda de ação judicial por habitualidade financeira, horas extras etc, que repercute na Caixa e será transferida para a Funcef. Atualmente, o plano REB é o mais prejudicado por este passivo da Caixa”, esclarece o diretor Allan Patrício.

O secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino, destaca o foco da campanha e compara o presente momento com a onda privatista do governo Fernando Henrique Cardoso. “Não estamos tratando apenas da defesa do emprego, mas do patrimônio público que é tão importante para o povo. Nos anos 90, fizemos a mesma campanha para impedir o avanço da privatização. O molde de Temer segue o mesmo receituário de FHC. Sabemos que o que há por trás disso é a venda da Caixa. É urgente reagir”, conclui.



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