Onze agências do Santander, localizadas no centro do Recife e no bairro
de Boa Viagem, foram paralisadas até às 12h desta quarta-feira (31). O
objetivo da agenda foi protestar contra o descumprimento de itens do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) como o não pagamento das horas extras,
demissões em massa e sobrecarga de trabalho. A ação realizada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco segue o
calendário nacional de paralisação que ocorre em mais dez Estados
brasileiros no dia de hoje.
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Na
ocasião, a presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, apontou a intensificação dos ataques dos banqueiros
aos bancários e destacou a luta da entidade em defesa dos
direitos da categoria.
“Não
vamos admitir essas arbitrariedades. A paralisação é só o começo
do grande prejuízo que vamos causar aos banqueiros, mostrando a nossa
força como categoria bancária organizada nacionalmente. Ou as
empresas cumprem os acordos, ou vamos fazer um rombo em seus
cofres com os nossos atos”, afirmou Suzineide Rodrigues.
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Entre
os desrespeitos cometidos pelo Santander está a implementação de
um sistema para forçar a assinatura de um acordo individual de banco
de horas Semestral; alteração do dia de pagamento dos salários;
mudança dos dias de pagamento do 13º salário.
Além
dessas infrações cometidas pelo Santander, a secretária-Geral do
Sindicato, Sandra Trajano, enfatizou outros pontos importantes.
“Os
bancários estão sofrendo com aumento abusivo no valor do plano de
saúde, bem como com a falta de comunicação sobre esses reajustes.
Porém, o mais grave, são as demissões em massa cometidas. Muitos dos nossos companheiros e companheiras estão sendo
desligados sem nenhuma justificativa”, criticou.
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A
vigência da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários
vai até o dia 31 de agosto de 2018. “Vamos ficar na trincheira de
luta, porque o Santander já mostrou que vai seguir a risca a nova
reforma trabalhista, implantando esse desmonte bem antes de vencer
nosso acordo”, protestou Suzineide.