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A
Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) frustrou os debates com o
Comando Nacional dos Bancários na primeira rodada de negociação da
Campanha 2018, realizada nesta quinta-feira (28) em São Paulo (SP). O
pré-acordo foi apresentado à Fenaban no dia da entrega da pauta, em
13 de junho.
Com
a representantes de vários Estados brasileiros, a presidenta do
Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues, integrou
a mesa montada para analisar o resultado da reunião entre o Comando
Nacional e a Fenaban.
“Nossa
expectativa mínima era de fechar um pré-acordo, garantindo a
ultratividade que sempre foi assegurada nas campanhas anteriores.
Contudo, a Fenaban nem sequer sinalizou que isso será possível na
próxima rodada de negociação. Essa posição flerta com a lei da
reforma trabalhista que atinge em cheio os nossos direitos. Por isso,
os bancários de todo o Brasil devem se manter mobilizados nas
trincheiras de luta para pressionar os banqueiros. Somos uma
categoria fundamental e vamos radicalizar no enfrentamento se
necessário for”, afirma.
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A
vigente Convenção Coletiva de Trabalho (CTT) e os direitos nela
previstos têm validade somente até 31 de agosto, já que a data-base da categoria é 1º de setembro. Sendo assim, a ultratividade é
uma prioridade para a categoria, principalmente diante da vigência
da legislação trabalhista do pós-golpe que autoriza a retirada de
direitos. A Lei nº 13.467, de novembro de 2017, foi gestada e aprovada
pelos empresários, dentre eles, os bancos.
“Esta primeira rodada de negociação só confirmou a importância da
mobilização dos bancários na defesa da CCT e da mesa única de
negociação. Queremos negociação com seriedade. Nossa CCT está em
risco, assim como todos os direitos da categoria, inclusive nossa PLR
e a mesa unificada nacional entre bancos públicos e privados”,
alerta a coordenadora do Comando e presidenta da Contraf-CUT,
Juvandia Moreira.
De
janeiro a maio de 2017, foram 13.665 acordos e 1.985 convenções.
Este ano, com a mudança na lei, no mesmo período foram 3.782 (menos
72%) acordos e 327 convenções no país (menos 84%), segundo dados
do Boletim Salariômetro da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe).
O
Comando apresentou uma proposta de calendário com datas para as
próximas rodadas de negociação, mas os bancos marcaram somente
para 12 de julho pela manhã, diante de dificuldades colocadas pela
agenda dos negociadores.
Mobilização Nacional
Os
bancários devem estar preparados para a luta que será mais intensa e
fundamental na Campanha 2018.
Na
quinta-feira (5), será realizado Dia Nacional de Luta em Defesa dos
Bancos Públicos, e em 11 de julho, entra em pauta o Dia Nacional de Luta em Defesa da
CCT e dos direitos da categoria. Os bancários devem usar
#TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban para ajudar a pressionar os
bancos também pelas redes sociais.