
A
Fundação
dos Economiários Federais
dos
Empregados
da Caixa Econômica Federal
(Funcef) está
com processo de revisão do estatuto aberto até o dia 16. Contudo,
não vem
respeitando as resoluções do 34º Congresso Nacional dos Empregados
da Caixa Econômica Federal (Conecef), que
no item 52
define
que as
mudanças no
campo da saúde devem
ser amplamente debatidas e aprovadas pelos participantes.
Muito
embora a entidades sindicais tenham sido comunicadas
a
respeito de tal revisão,
a
transparência do processo está comprometida pela redação
de alguns quesitosque
atingem
diretamente a participação deles nos Conselhos Deliberativo e
Fiscal.Também
não está
claro o que será alterado e
não
estão sendo debatidas com o movimento sindical e nem com os
participantes a redação do novo texto.
Desse
modo, os representantes das organizações sindicais decidiram não
participar do processo marcado por vícios desde o seu incício.
Dentre
as alterações propostas, há proibição de participação de
qualquer integrante caso tenha sido membro de partido político ou
participante de estrutura decisória de campanha política.
Destaca-se também a impossibilidade de inscrição de chapa para
concorrer aos pleitos.
“É
clara a vinculação dessas alterações do Estatuto da Funcef ao
Projeto de Lei nº 268/16, que altera a governança dos fundos de
pensão, deixando os associados de ter a metade dos conselheiros
fiscais e deliberativos em todos os fundos de pensão de estatais
brasileiras, incluindo a Previ, dos funcionários do Banco do Brasil.
Além disso, dificulta a participação legítima de representantes
experientes e comprometidos com os direitos da classe trabalhadora
nos respectivos conselhos”, critica a secretária de Bancos
Públicos e empregada da Caixa, Cândida Fernandes.