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O
Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú conquistou o parcelamento
do adiantamento de salário aos trabalhadores afastados. A proposta
do banco, apresentada em reunião realizada na manhã desta
quarta-feira (11), em São Paulo, varia de 3 a 12 vezes dependendo da
quantidade de salários envolvidos na dívida do trabalhador. Caso o
valor não seja quitado na folha, poderá ser descontado de até 50%
do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Anteriormente, o banco descontava toda a PLR.
“Este
avanço é importante porque o trabalhador, ao se afastar, mantém
seus compromissos financeiros, que somados com os gastos do
tratamento, os deixa sem condições de quitar esta dívida de uma
vez só. No retorno, além de lidar com o sofrimento causado pela
doença e com a dificuldade da readaptação, muitas vezes recebia os
primeiros contracheques zerados”, Luciana Duarte, coordenadora do
GT de Saúde.
Outro
avanço conquistado foi que os atestados até quatro dias de
afastamento poderão brevemente ser enviados diretos para a área de
licenças pelo IU Conecta, que é o aplicativo dos funcionários do
banco.
O
dirigente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco e membro do GT de
Saúde do Itaú, Wellington Trindade, enfatiza que a união da
categoria bancária é fundamental para garantir a manutenção dos
direitos e reivindicar novas pautas.
“Essa
Conquista é uma luta de muitos anos e mostra que com perseverança
conseguiremos os nossos objetivos. Já ficou agendado para fevereiro
o planejamento do GT de saúde e da Coe, para o ano de 2020, que será
de muita luta e teremos de ter muito União e diálogo com os
bancários”, comenta Wellington.
O
movimento sindical reivindica a ampliação deste serviço para
afastamentos de 15 dias ou mais, para facilitar a vida do
trabalhador.
“Pelo
que o banco investe em tecnologia, segundo suas próprias
propagandas, deveria pensar numa ferramenta para facilitar a maneira
de o trabalhador apresentar seus atestados médicos, de uma forma
mais rápida e prática, pois muitas vezes ele não consegue levar
até o local de trabalho. Muitas vezes também, o gestor, por conta
da sobrecarga de trabalho, atrasa esse processo. A nossa
reivindicação também é a criação de uma área específica para
receber este tipo de documentação e encaminhamento”, disse Carlos
Damarindo, membro do GT de Saúde.
Os
termos serão enviados pelo banco ao movimento sindical que fará
avaliação final antes da assinatura do acordo. Será criado um
grupo de trabalho bipartite para operacionalização.