Santander não quer pagar horas extras em finais de semana e feriados

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco se coloca contra ao desrespeito por parte do banco Santander à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), ao Acordo Aditivo de Trabalho do Santander e ao recém-celebrado Acordo de Banco de Horas Negativas: o anúncio de que o banco espanhol não pagará mais aos bancários as horas extras realizadas aos finais de semana e feriados, que passariam a ser exclusivamente compensáveis.
Para presidenta do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Suzi Rodrigues, diante postura do Santander, a entidade exige suspensão da medida.
“Além da pressão diária sofrida pelos funcionários dos bancos privados, com metas abusivas e pressão psicológica, o Santander lança mais este absurdo, que afeta milhares de bancários em todo país. Exigimos a suspensão imediata dessa postura do banco”, enfatiza Suzi.
A Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários prevê, no parágrafo terceiro da Cláusula 11, que “a jornada normal de trabalho dos bancários é de 6 (seis) horas diárias para aqueles que não recebem a gratificação de função prevista no §2º do artigo 224 da CLT, e para os que recebem, de 8 (oito) horas diárias, devendo ser cumprida em dias úteis, de segunda a sexta-feira”.
Por sua vez, o Acordo de Banco de Horas Negativas, no seu parágrafo quinto, prevê que “somente as horas trabalhadas aos sábados, apesar de ser dia útil não trabalhado, as horas trabalhadas aos domingos, feriados, bem como em horário noturno (assim definido em lei ou Convenção Coletiva de Trabalho vigente), não são compensáveis e também serão pagas com os respectivos adicionais, observando o regime semestral”.
A dirigente da Fetrafi-NE e membro da COE Santander, Tereza Souza, destaca a falta de diálogo do banco com o movimento sindical e demais representações dos funcionários do Santander.
“Somos contra essa prática do Santander. Solicitamos uma reunião para tratar dessa situação, já que o banco está querendo passar por cima da CCT, onde está bem especificado que as horas extras aos sábados, domingos e feriados devem ser pagas. O banco, porém, está agindo de forma contrária, exigindo que os funcionários assinem essa arbitrariedade. Não vamos aceitar mais esta imposição do banco Santander, que apenas comunica suas decisões aos representantes dos bancários”, comenta Tereza.

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