
Nos próximos dias 24, 25 e 26 de abril, a delegação pernambucana, composta por 34 integrantes, vai participar, em Fortaleza, da XV Conferência Regional da Federação dos(das) Trabalhadores(as) do Ramo Financeiro do Nordeste (Fetrafi/NE). Neste ano, a conferência do nordeste terá como mote “O sindicato é a nossa casa”, conceito que integra a identidade visual e política construída pela Fetrafi/NE, que reforça a ideia do sindicato como espaço de pertencimento, proteção e construção coletiva.
Pernambuco irá se juntar aos outros delegados e delegadas do Nordeste, natos e eleitos, para debater, entre outros temas, a conjuntura internacional e nacional, regulamentação do sistema financeiro, transformações no mundo do trabalho diante das novas tecnologias, aumento real de salários, saúde e condições de trabalho.
O presidente do Sindicato, Fabiano Moura, reforça a importância da Conferência que precede a Campanha Nacional Unificada 2026. “Temos um novo cenário no ramo financeiro, com avanço da plataformização e mudança de perfil dos bancos, que resultaram na redução do atendimento presencial, demissões e fechamentos de agências no país. Mas, os bancos seguem com lucros bilionários. Então , precisamos acumular o debate até chegarmos à Campanha, para garantir avanços nos direitos da categoria, condições de trabalho e saúde, e também discutir o papel do sistema financeiro no país”, destaca Fabiano Moura.
A Conferência também vai buscar debater os impactos da inteligência artificial, dos algoritmos e das novas tecnologias sobre o trabalho bancário, bem como os desafios da negociação coletiva em cenário de inflação baixa, com ênfase nas cláusulas econômicas, na remuneração e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
As propostas aprovadas nos Encontros Estaduais e Assembleias dos Sindicatos Filiados à Fetrafi-NE serão votadas pelos delegados e delegadas presentes na Conferência, para envio à Conferência Nacional dos Bancários.
Para o presidente da Fetrafi/NE, Carlos Eduardo Bezerra Marques, a conferência é um momento estratégico de construção coletiva. “É um espaço de escuta, de debate qualificado e de definição de caminhos para enfrentar os desafios que estão colocados para os trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro”, destacou.