
A Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 entra em uma fase decisiva. Diante da desrespeitosa postura da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na mesa de negociação e da ausência, até o momento, de uma proposta global e decente, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco convoca a categoria para uma assembleia presencial na próxima segunda-feira (17), às 18h, na sede do Sindicato, seguida de votação remota pelo sistema Vota Bem, das 20h às 23h, para definir os rumos da mobilização.
A assembleia irá deliberar sobre dois pontos centrais: o modelo de reajuste escalonado por faixa salarial apresentado pela Fenaban, para o qual a orientação do Sindicato é pelo voto de DISCORDÂNCIA pois representa divisão e enfraquecimento da categoria que luta por aumento real para todos, e a realização de um Dia Nacional de Mobilização, com paralisação nas bases na quinta-feira (20/8) para o qual a orientação é pelo voto de CONCORDÂNCIA.
Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, a postura dos bancos demonstra desrespeito com a categoria e revela uma tentativa de desvalorizar os trabalhadores que sustentam os resultados bilionários do sistema financeiro.
“Os bancos estão desrespeitando os bancários na mesa de negociação. Somos nós que produzimos os resultados que fazem os bancos anunciarem bilhões em lucros. Não é aceitável que, diante dessa realidade, os bancos cheguem à mesa com uma proposta que reduz o tíquete alimentação, congela o piso e ainda cria diferenças entre trabalhadores. Isso é uma afronta à categoria.”
Fabiano destaca que o Comando Nacional dos Bancários cumpriu seu papel desde o início do processo. A minuta de reivindicações foi entregue à Fenaban no dia 24 de junho, antecipando inclusive o debate sobre as cláusulas sociais para o final de julho, justamente para garantir tempo e condições para uma negociação ampla e responsável antes do vencimento, em 31 de agosto, da Convenção Coletiva de Trabalho.
“O movimento sindical antecipou o debate e mostrou disposição para negociar, mas os bancos não trouxeram respostas concretas. O que estamos vendo é uma estratégia de empurrar a negociação, trazendo uma proposta fragmentada, insuficiente e que não reconhece a importância dos trabalhadores. A categoria vai reagir.”
Até o momento, os bancos não apresentaram uma proposta global que contemple as reivindicações dos bancários. Ao contrário, a Fenaban apresentou um modelo de reajuste escalonado em três faixas salariais, com faixas de valores ainda não informadas, além de propor o congelamento do piso e uma redução do tíquete-alimentação, criando ainda uma diferença entre bancários de cidades de grande porte e trabalhadores de cidades menores do interior.
Para o presidente do Sindicato, não há justificativa para dividir a categoria ou estabelecer tratamentos diferentes entre trabalhadores que exercem a mesma profissão.
“Não vamos aceitar que bancários de cidades maiores tenham um tratamento e bancários do interior tenham outro. Não existe trabalhador de primeira e trabalhador de segunda. A categoria é uma só. Se os bancos querem falar em reconhecimento, precisam apresentar uma proposta que valorize todos os bancários e bancárias”.
Na segunda-feira, a assembleia presencial, às 18h, e a votação virtual pelo sistema Vota Bem, das 20h às 23h, serão fundamentais para definir a resposta da categoria. O Sindicato orienta os bancários a participarem ativamente e a fortalecerem a mobilização.
A próxima rodada de negociação da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 está agendada para terça-feira (18 de agosto).
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