Dia da Bancária e do Bancário: mais um ano de luta em defesa dos direitos e da valorização da categoria

Para bancárias e bancários de todo o país, o 28 de agosto é muito mais do que uma data comemorativa. É um dia de celebrar uma história construída com organização, mobilização, resistência e unidade. Cada direito conquistado pela categoria carrega a marca de trabalhadores e trabalhadoras que, ao longo de décadas, lutam para transformar reivindicações em avanços concretos.

A origem da data remonta a 1951. Naquele ano, bancários realizaram uma greve com duração de 69 dias, que tornou-se um dos maiores símbolos da capacidade de mobilização da categoria. A greve resultou em reajuste salarial e entrou para a história como símbolo da força de uma categoria que aprendeu a transformar unidade em conquistas e a data é hoje considerada o Dia das Bancárias e dos Bancários.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, olhar para essa trajetória é também compreender a importância da mobilização no presente.

“Nenhum dos direitos que temos foi dado pelos bancos. Cada conquista é resultado de organização, mobilização e unidade. É essa mesma força que precisamos demonstrar agora, na Campanha Nacional. Os bancos apresentam lucros bilionários e têm condições de valorizar quem constrói esses resultados apresentando uma proposta decente à categoria. Nossa luta é por um reajuste digno, melhores condições de trabalho, saúde, respeito e fortalecimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, destaca Fabiano.

Desde as primeiras greves nacionais, até as grandes paralisações que marcaram a redemocratização do país e as campanhas salariais das últimas décadas, a categoria construiu uma tradição de enfrentamento e negociação.

Nas últimas décadas, essa organização resultou em conquistas como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), aumento real, vale-refeição, vale-alimentação, avanços nas cláusulas de saúde, igualdade de oportunidades, proteção de direitos e, especialmente, uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de abrangência nacional.

Essas conquistas não foram concedidas de forma espontânea pelos bancos. Foram construídas em mesas de negociação respaldadas pela mobilização nos locais de trabalho, por paralisações, atos, assembleias e greves. E a história prova que a unidade nacional dos bancários é uma das principais ferramentas para enfrentar a intransigência dos bancos em qualquer cenário político e econômico.

Em 2026, essa história se repete. Bancários e bancárias estão mobilizados diante das tentativas de retirada de direitos apresentadas pelos representantes dos bancos na mesa de negociação da Campanha Nacional. Após uma série de rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou, em 25 de agosto, uma proposta econômica que ficou abaixo da inflação e foi rejeitada pelo Comando Nacional. Ontem, 27 de agosto, a Fenaban chegou à proposta de reposição total da inflação pelo INPC  para todas as cláusulas econômicas (salários e demais verbas), menos nos vales alimentação (VA) e refeição (VR), que seriam reajustados pelo IPCA, mas queremos aumento real. Com a atual CCT próxima do vencimento, em 31 de agosto, a mobilização entra em um momento decisivo.

Entre as principais reivindicações estão aumento real nos salários, valorização da PLR, melhoria das condições de trabalho, proteção do emprego, saúde, combate às metas abusivas e ao assédio institucional e avanços nas cláusulas sociais.

“Neste Dia da Bancária e do Bancário, parabenizamos todas e todos que ajudaram a construir essa história de luta e reafirmamos nosso compromisso com a defesa da categoria e dos seus interesses. Não vamos abaixar a guarda quando o assunto é a dignidade, a vida e o reconhecimento das bancárias e bancários de todo o país “, conclui Fabiano Moura.

A história mostra o caminho: direitos se conquistam com luta, se fortalecem com unidade e se preservam com mobilização.

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