Sindicato reúne direção e delegados(as) sindicais para avaliar propostas da CCT e dos ACTs dos bancos públicos

O Sindicato dos Bancários de Pernambuco reúne, nesta terça-feira (1º/9), dirigentes e delegados(as) sindicais para aprofundar o debate sobre as propostas apresentadas para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e para os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos da Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste. A reunião terá como objetivo avaliar as propostas e discutir os próximos encaminhamentos, ampliando posteriormente o diálogo com a base.

As negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026 se estenderam por mais de dois meses e foram marcadas por intensas discussões nas mesas geral e específicas. Entre os dias 28 e 29 de agosto, a negociação entrou pela madrugada e se estendeu por mais de 30 horas, envolvendo representantes dos trabalhadores e das instituições financeiras.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, Fabiano Moura, o momento exige atenção diante das transformações pelas quais passa o sistema financeiro e dos impactos sobre as condições de trabalho e a carreira dos bancários.

“Temos uma situação que merece muita atenção, principalmente nos bancos públicos, como a Caixa e o Banco do Brasil. O sistema financeiro passa por profundas transformações provocadas pelas novas tecnologias e pela lógica cada vez mais orientada pelo capital privado. Na rede privada, isso tem se traduzido em fechamento de agências e demissões. Nos bancos públicos, vemos reestruturações, mudanças que nem sempre atendem aos interesses dos trabalhadores, pressão, assédio moral e dificuldades no encarreiramento, entre outros problemas. Nossa avaliação inicial é de que os bancos públicos poderiam ter avançado mais nas mesas de negociação”, afirmou.

Outro ponto destacado pelo Sindicato é o impacto da Reforma Trabalhista sobre as negociações coletivas. A legislação abriu caminho para a pejotização, ampliou a terceirização e acabou com a ultratividade dos acordos coletivos. Apesar desse cenário, a organização sindical construída pela categoria ao longo de décadas tem sido uma importante barreira de resistência à retirada de direitos. Para o Sindicato, as direções dos bancos utilizaram, em diferentes momentos das mesas específicas, as limitações impostas pela reforma e pelo fim da ultratividade como argumento para restringir avanços nas negociações.

Na avaliação inicial da entidade, embora as propostas apresentadas pela Caixa e pelo Banco do Brasil tenham evoluído em relação às primeiras versões colocadas nas mesas de negociação, elas ainda não contemplam integralmente as necessidades e os interesses dos trabalhadores,
a exemplo do Saúde Caixa.

A direção do Sindicato e os delegados(as) sindicais analisarão os principais pontos dos acordos antes da definição dos próximos encaminhamentos e da ampliação do diálogo com a categoria. Nesta terça-feira (1º/9), após a conclusão das tratativas referentes aos bancos públicos, a entidade terá uma posição sobre a mesa única e os acordos específicos de cada banco público.

Expediente:
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