O céu nublado não
impediu que cerca de três mil pessoas saíssem de suas casas de
manhã cedo, no feriado de 7 de setembro, para marchar em defesa da
vida e da cidadania. Os diretores do Sindicato estavam lá, na 17ª
edição do Grito dos Excluídos que, todos os anos, fazem o
contraponto às comemorações oficias do dia da “independência”
exigindo soberania de fato.
O evento é uma iniciativa das
pastorais sociais da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do
Brasil) e foi encampado por movimentos sociais, populares e sindical.
Este ano, o tema escolhido foi: “Pela vida grita a terra, por
direito todos nós”.
Com faixas, cartazes, carros de som e
dois trios elétricos, os manifestantes se reuniram logo cedo, na
Praça Oswaldo Cruz. A passeata saiu às nove horas da manhã, seguiu
pela Avenida Conde da Boa Vista e Guararapes até o pátio da Igreja
Nossa Senhora do Carmo. Militantes dos movimentos se revezavam no som
para denunciar as catástrofes ambientais, a miséria, a concentração
de riquezas, a exploração irresponsável dos recursos naturais e
outras consequências do modelo de produção capitalista.
Bancários – O Sindicato levou para as ruas o mote da
Campanha Nacional dos Bancários 2011: Queremos emprego decente! “Há
questões que não são específicas dos bancários: a defesa da
cidadania, melhores condições de trabalho, qualidade de vida. Tudo
isso vem sendo negado pelos banqueiros e grandes corporações
empresariais e do agronegócio em nome de um modelo capitalista, que
é excludente por natureza”, opina o diretor do Sindicato Ronaldo
Batista, que participou da marcha e das atividades preparatórias.