
O Sindicato fechou
nesta terça-feira, dia 5, a agência Parnamirim do Santander, no
Recife, em protesto contra a falta de segurança dos bancos. A
manifestação aconteceu um dia após a Federação Brasileira dos
Bancos (Febraban) ter se recusado a assinar o Termo de Ajuste de
Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público de Pernambuco para
garantir o cumprimento da Lei de Segurança Bancária do Recife (leia
mais aqui).
A fragilidade na segurança e o triste histórico
de assaltos – inclusive com mortes – foram alguns dos motivos que
levaram o Sindicato a escolher a agência Parnamirim do Santander
como alvo dos protestos desta semana. “Essa agência está
totalmente vulnerável a assaltos. Ela não apresenta os itens de
segurança exigidos por lei, como biombos entre os caixas, câmeras
externas e a presença de dois vigilantes por pavimento”, explica o
diretor do Sindicato Flávio Coelho.
Ele destaca que o
protesto do Sindicato foi bem recebido pelos funcionários, que
convivem com o medo constante de perder a vida. “Os clientes também
estão preocupados com a situação desta agência. No último
assalto que aconteceu aqui, dois funcionários foram feitos como
reféns e um bandido morreu. As pessoas estão com medo de trabalhar
em uma agência como esta”, justifica Flávio.
>> Veja como foi o assalto ao Santander Parnamirim em fevereiro
>> Confira a galeria de fotos do protesto
>> Ouça mais sobre o protesto na Rádio dos Bancários
Apoio dos clientes – Os clientes do Santander também
externaram suas preocupações com a falta de segurança. “Não me
sinto seguro. Está tendo muito assalto a banco, a gente entra na
agência e não se sente seguro. Os bancos precisam investir mais em
segurança”, reclama o motoboy, Luciano Ferreira.
A sensação
de insegurança é compartilhada por Regina da Fonte, cliente da
agência. “Eu também não me sinto segura. Venho ao banco porque
não tem jeito. Eu trabalho e meu salário vem para essa agência.
Por isso eu venho pagar minhas contas aqui, mas eu não me sinto
segura. Venho sempre rezando muito para que nada aconteça enquanto
eu estiver aí dentro”, confessa.
Segundo a diretora do
Sindicato e funcionária do Santander, Helena Paulino, a compreensão
e a solidariedade demonstrada pela população durante o protesto –
que durou até o final do expediente bancário – foram fundamentais
para o sucesso da atividade.
“Na minha avaliação essa
manifestação foi muito boa porque contou com a compreensão da
população e o apoio dos próprios funcionários em relação a essa
interdição. Vale destacar que essa atividade que realizamos aqui
hoje já foi feita em unidades do Bradesco e do Itaú nos últimos
dias. Na próxima semana, provavelmente, faremos outra interdição.
Enquanto os bancos não fizerem o que determina a lei municipal
17.647, que fala sobre a segurança bancária, vamos continuar
fechando as agências”, conclui Helena.