A Contraf-CUT, federações e sindicatos querem a retomada do processo de
negociações permanentes com o Santander, conforme estabelece o acordo
aditivo à convenção coletiva dos bancários, assinado no dia 11 de
setembro, em São Paulo.
“Já cobramos do Santander a marcação de um calendário de reuniões,
incluindo o Comitê de Relações Trabalhistas e o Fórum de Saúde e
Condições de Trabalho”, afirma o funcionário do banco e secretário de
imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. Trata-se de dois importantes
espaços de negociação e debates com o banco, utilizados pelo movimento
sindical para buscar soluções aos problemas dos trabalhadores, como o
emprego.
Eleições democráticas no SantanderPrevi – “Também solicitamos a reinstalação do Grupo de Trabalho do
SantanderPrevi, o antigo HolandaPrevi, a fim de continuar os debates
para construir um processo eleitoral democrático e transparente,
diferente do que existe hoje e desconhecido pela grande maioria dos mais
de 40 mil participantes do fundo de pensão dos funcionários do
Santander”, destaca o dirigente sindical.
Conforme a cláusula 36ª do aditivo, o objetivo é assegurar a
possibilidade de candidaturas dos participantes com ampla e prévia
divulgação dos critérios de elegibilidade e publicidade em todas as
áreas. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 60 dias a contar da
assinatura do aditivo, isto é, até 11 de novembro.
Outras reuniões – As entidades sindicais também cobram a retomada das discussões sobre as
demandas dos trabalhadores do call center de São Paulo e do Rio de
Janeiro.
“Queremos ainda iniciar os debates sobre a nova cláusula 33ª do aditivo,
que trata da igualdade de oportunidades”, salienta Ademir. O banco se
comprometeu a apresentar anualmente os dados estatísticos constantes do
seu balanço social para fins de acompanhamento e avaliação.
Ponto eletrônico – A Contraf-CUT também está retomando o debate com o Santander para firmar
um acordo coletivo sobre “Sistema Alternativo Eletrônico de Controle de
Jornada de Trabalho, em conformidade com a Portaria nº 373, de
25/02/2011”.
“O objetivo do movimento sindical é garantir o registro correto da
jornada de trabalho dos funcionários do banco”, ressalta Ademir.
Nas próximas semanas, a Contraf-CUT pretende convocar uma reunião dos
integrantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander
para discutir o assunto, a partir dos debates nos estados. Além disso, a
entidade quer agendar uma reunião com os representantes do banco para
que seja feita uma nova apresentação do ponto eletrônico ao movimento
sindical, visando esclarecer dúvidas e resolver os problemas existentes.
Acordos com a mesma finalidade já foram assinados pela Contraf-CUT,
federações e sindicatos com o Bradesco e recentemente com o Itaú.