Bancários do CSO e CSL se reúnem na próxima quarta para discutir reestruturação

Os
bancários do CSO e CSL (centros de suporte operacional e logístico)
do Banco do Brasil se reúnem na próxima quarta-feira, dia 14, em
mais um capítulo da briga contra a reestruturação. Desde que as
mudanças começaram a ser anunciadas, a falta de clareza nas
informações divulgadas pelo banco se juntou a uma memória amarga
dos trabalhadores da empresa no que se refere à reestruturação e o
clima de tensão invadiu estas unidades. Na reunião da quarta, a
ideia é que os próprios empregados compartilhem as informações de
que dispõem para elaboração de um relatório a ser entregue ao
governador do estado, parlamentares e outras lideranças
políticas.

O Sindicato tem atuado em duas frentes no que se
refere às mudanças anunciadas. A primeira é interna, com reuniões
com representantes do banco no estado e nacionalmente, para garantir
que nenhum trabalhador seja prejudicado. Desde os primeiros alardes,
já foram realizadas duas reuniões com a Gepes (Gerência de
Pessoas) e representantes do CSO e CSL; uma com a Superintendência
Estadual e uma nacional com a Diref (Diretoria de Relações com os
Funcionários e Entidades Patrocinadas) e Dinop (Diretoria de
Negócios Operacionais).

Em todos os encontros, o banco tem
garantido que as comissões serão mantidas enquanto durar o processo
de migração dos serviços. Dizem também que os trabalhadores cujos
setores forem centralizados em outro estado e que desejarem ser
transferidos, terão prioridade na manutenção de sua função. Para
os que preferirem ficar, serão garantidas oportunidades de vagas em
cargos semelhantes. Também serão promovidos programas de
capacitação para que os trabalhadores possam assumir atribuições
diferentes.

O pacote, segundo a direção da empresa, prevê a
migração para outros estados de alguns setores e serviços que
antes eram realizados em Pernambuco, a exemplo das operações e
cadastros da Bahia. Por outro lado, Pernambuco passa a centralizar
alguns novos serviços, como a gestão de segurança/análise de
fraude.

Em outra frente, o Sindicato busca reverter a
reestruturação e manter no estado os serviços que o banco pretende
transferir, a exemplo dos setores de licitação, administração de
contrato, patrimônio e acionamento de mantenedores do CSL. O senador
Humberto Costa já foi contactado e demonstrou disposição para
intervir no processo.

Também já foi solicitada audiência
com o governador para tratar do assunto. “Em um momento em que se
fala de Pernambuco como uma Nova China, a transferência de serviços
do banco pode significar perda de renda e de impostos para o estado.
Nessa reunião da quarta, procuraremos nos embasar melhor para
elaborar um relatório com informações precisas, a ser mostrado ao
governador e outras lideranças. Por isso é importante que os
bancários estejam presentes para contribuir com todas as informações
que tiverem”, afirma o secretário de Aposentados do Sindicato,
Luís Freitas.

A reunião será às 19 horas, na sede do
Sindicato.

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