Assembleia nesta quinta decide sobre proposta da Fundação Francisco Conde

O Sindicato realiza
nesta quinta-feira, dia 30, às 10h, assembleia com os funcionários
do antigo BCN para discutir e aprovar a proposta que destina R$ 100
milhões aos bancários referentes à segunda parcela a ser recebida
da Fundação Francisco Conde (FFC).

Segundo o secretário de
Bancos Privados do Sindicato, Geraldo Times, o dinheiro é
proveniente do IABCN (Instituto Assistencial BCN), que era
administrado pela FFC. “Os recursos são oriundos das contribuições
dos funcionários e do antigo BNC e estavam bloqueados desde que o
Bradesco comprou a instituição financeira em 1997”,
conta.

Geraldo destaca que foram anos de negociações com o
Bradesco e de batalhas na Justiça até que o movimento sindical
garantisse os direitos dos bancários do antigo BCN. “Caso os
bancários aprovem a proposta, vamos levá-la ao Ministério Público
para que o montante seja pago na forma de verba indenizatória e,
assim, não haja incidência de imposto de renda”, destaca
Geraldo.

O acordo – Pela proposta de acordo, o montante
será dividido em partes iguais entre dois grupos. O primeiro engloba
os bancários que entraram no BCN até dezembro de 1975 e
permaneceram até maio de 1999. Os outros R$ 50 milhões serão
destinados a quem entrou em janeiro de 1976 e ficou até maio de
1999. O cálculo do valor a ser recebido será baseado a partir da
data de entrada do bancário até abril de 1993, quando o banco
encerrou o fundo.

O primeiro grupo reúne aproximadamente 800
pessoas. No segundo estão cerca de 3,1 mil. Foi feito um cálculo
prévio aproximado em que as pessoas do grupo 1 receberão mais ou
menos R$ 800 de contribuição referente a cada mês trabalhado no
banco, até abril de 1993.

Se o bancário trabalhou 36 meses,
por exemplo, receberá 36 parcelas de R$ 800. O segundo grupo
receberá R$ 200 por mês trabalhado, com cálculo das parcelas igual
ao do grupo 1.

Os bancários que foram admitidos entre janeiro
de 1976 e dezembro de 1979 estarão automaticamente no segundo grupo.
Isso foi pensado para que não houvesse injustiça na distribuição
dos valores.

Haverá um prazo de três anos para a localização
de todos os beneficiários. O montante destinado aos bancários não
encontrados será redistribuído findo esse período.

A
história do destino dos recursos da Fundação Francisco Conde se
arrasta desde 1997, quando o Bradesco comprou o BCN. Em 1999, o banco
retirou o patrocínio do fundo e, em 2001, os ex-funcionários
receberam a primeira parcela referente à parte previdenciária. Em
2003, foi constatado no Ministério da Previdência que ainda havia
R$ 100 milhões – em valores atuais – a serem pagos aos
ex-funcionários do BCN.

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