Trabalhadores terão Dia Nacional de Paralisação em 29 de maio

Centrais sindicais e movimentos sociais
anunciaram, para 29 de maio, um Dia Nacional de Paralisação. Parte
da agenda unificada contra a retirada de direitos, o Dia de
Paralisação servirá como preparação para uma greve geral dos
trabalhadores. O anúncio foi feito durante as atividades do dia 1º
de maio que aconteceram em todo o país e serviram para lançar a
Frente de Esquerda, que une as várias entidades contra qualquer
retrocesso.

Em Pernambuco, o ato reuniu cerca de 5
mil pessoas, que se concentraram na Praça Oswaldo Cruz e marcharam
pelas ruas do centro do Recife. O combate à terceirização foi um
dos eixos de luta, bem como a defesa das reivindicações dos
professores da Rede Estadual de Ensino, que se mantém em greve para
exigir o cumprimento da Lei Nacional do Piso Salarial e reajuste de
13,01%.

Em todo o país, a categoria dos
professores foi lembrada como exemplo da forma desrespeitosa com a
qual vem sendo tratados os trabalhadores. No Paraná, educadores
grevistas foram recebidos à bala e mais de 150 manifestantes foram
feridos pela Polícia do governador Beto Richa, do PSDB. Em São
Paulo, o governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, se recusa a
negociar com a categoria. Em Pernambuco, o governo de Paulo Câmara
(PSB) também já deu mostras de desrespeito e intransigência, com
corte de ponto e demissões de educadores.

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A unidade foi a marca das atividades,
nos diversos estados. Em, Pernambuco, por exemplo, os trabalhadores
rurais ligados a Fetape (Federação dos Trabalhadores em Agricultura
de Pernambuco) transferiram para a capital o ato que, geralmente,
acontece no interior do estado. “Nossa atividade seria em Surubim,
mas a Lei da Terceirização, entre outras ameaças, atinge também o
campo, que se une à cidade para lutar”, afirmou o diretor da
entidade, Israel Crispim.

A agenda de lutas proposta pela Frente
de Esquerda prevê, além da retirada do PL 4330 de tramitação, a
luta contra o ajuste fiscal. “Se quiser fazer ajuste fiscal, que
faça nas contas dos burgueses, vá taxar as grandes fortunas. O
governo precisa acabar com a sonegação. Os trabalhadores pagam e os
empresários sonegam. Nós defendemos esse governo popular
democrático, mas não o ajuste fiscal nas contas do trabalhador”,
afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

A reforma política e a democratização
dos meios de comunicação, além da defesa da Petrobras, são outros
temas que estão na pauta dos movimentos. “Estamos vivendo um
momento crucial de nossa história, que exige a união de todos os
que lutam por moradia, reforma agrária, educação, pelos direitos
do trabalhador e pelos direitos humanos”, ressalta a presidenta do
Sindicato, Jaqueline Mello.

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