BB da Antônio de Góes é a 29ª agência assaltada este ano em PE

Mais uma agência
bancária foi assaltada, no Recife, na manhã desta segunda-feira,
dia 6. Desta vez foi a unidade do Banco do Brasil, localizada na
Avenida Antônio de Góes, no Pina. Esse foi 29º assalto a banco, em
Pernambuco, neste ano. São 13 assaltos a mais do que a totalidade
dos que ocorreram em 2014 inteiro.

Quando a gerente geral e o
gerente administrativo do BB da Antônio de Góes chegaram à
agência, por volta das 9h, os seis assaltantes já tinham rendido o
vigilante e dois serventes. Os gerentes foram obrigados a abrir a
agência e o cofre.

Vizinhos perceberam uma movimentação
atípica na agência e chamaram a polícia. Veículos da grande
imprensa noticiaram que um bancário havia acionado o alarme, mas
essa versão não corresponde ao ocorrido.

Os assaltantes
foram presos ainda no autoatendimento. E a agência permanecerá
fechada até, pelo menos, a próxima quarta-feira, dia 8.

O
Sindicato acionou a Gerência de Pessoas (Gepes) do BB para que
providencie assistência dos bancários por psicólogos e médicos do
trabalho do Programa de Assistência a Vítimas de Assaltos e
Sequestro (Pavas).

Os bancários que estavam na agência
durante o assalto devem ser atendidos imediatamente; os demais, que
sentirem necessidade de acompanhamento médicos em decorrência do
assalto, devem procurar a Cassi ou a Secretaria de Saúde do
Sindicato.

O secretário de Saúde do Sindicato, Wellington
Trindade, e os também diretores do Sindicato, Luiz Henrique de
Oliveira, Daniella Almeida e Dileã Raposo, estiveram na agência nesta manhã. Wellington conta que os
bancários estavam assustados com a violência.

“Verificamos,
mediante denúncia, que não havia vigilante no pavimento superior da
agência e que os vidros dela não eram blindados, como determina a
lei municipal de segurança bancária”, afirma Wellington.

O
secretário de Saúde destaca ainda que essa abordagem dos
criminosos, no momento da abertura e fechamento das agências,
reforça a necessidade de atendimento a um antigo pleito da categoria
bancária: a guarda das chaves por uma empresa especializada em
segurança.

“Agências
da Caixa Econômica Federal já estão sendo abertas e fechadas por
essas empresas, em um plano piloto. Todos os bancos, privados ou
públicos, deveriam fazer isso e têm condições de fazê-lo. No
assalto de hoje, por exemplo, os criminosos tinham informações
pessoais sobre os gerentes e sabiam que eles estavam com as chaves. A
segurança dos bancários é posta em risco”, completa Wellington.

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