
O Sindicato realizou
mais um protesto nesta quarta-feira, dia 27, contra a nova
reestruturação do Banco do Brasil. Desta vez, o ato foi promovido
em frente ao Palácio do Governo, no Recife, para denunciar que as
mudanças impostas pelo BB representam prejuízos não só para os
bancários, mas também para o povo pernambucano.
Sem diálogo
com os sindicatos, o BB apresentou um modelo de reestruturação para
a Visin (Vice-Presidência de Serviços, Infraestrutura e Operações)
que esvazia o trabalho do BB em Pernambuco, ao transferir para o
Sudeste importantes serviços que são realizados aqui. Cerca de 80
bancários lotados no CSL (Centro de Serviços de Logística) em
Pernambuco estão ameaçados de perder suas comissões, que
representam 50% de suas remunerações.
O objetivo do ato
desta quarta-feira foi chamar a atenção do Governo do Estado para
essa situação. O secretário-executivo da Casa Civil de Pernambuco,
Marcelo Canuto, recebeu os diretores do Sindicato e funcionários
envolvidos na reestruturação. A presidenta do Sindicato, Suzineide
Rodrigues, conta que o Governo do Estado se comprometeu a apoiar os
bancários na luta contra esse modelo de reestruturação do
BB.
“Canuto afirmou que está do nosso lado nessa luta.
Também conversamos sobre a possibilidade de buscar o apoio de
parlamentares pernambucanos, para que haja uma intervenção no BB,
em Brasília”, afirma Suzineide.
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O secretário de Bancos
Públicos do Sindicato, Renato Brito, ressalta que a centralização
de atividades estratégicas no Sudeste contradiz a função social do
BB. “Por ser um banco público, o Banco do Brasil é responsável
pelo desenvolvimento regional. O Sindicato está lutando tanto para
garantir a valorização dos bancários, que são pessoas
especializadas nas atividades que desenvolvem, como para preservar a
importância econômica do BB em Pernambuco”, afirma.
A
história se repete – Há três anos, o Banco do Brasil iniciou
outra reestruturação, nos Centros de Suportes Operacional e
Logístico (CSO e CSL), que também retirava serviços de Pernambuco
e causava prejuízo aos bancários
Na época, o Sindicato
realizou uma série de protestos, manifestações e paralisações
contra a reestruturação. “Procuramos até o governador Eduardo
Campos, que cobrou explicações do BB. Nossa pressão surtiu efeito,
e o Banco do Brasil recuou”, conta a secretária-geral do
Sindicato, Sandra Trajano.
“Além de manter a remuneração
e os direitos dos bancários, o BB assumiu o compromisso de manter o
número de empregados nos dois centros e o volume de serviços
realizados aqui. Mas nessa nova reestruturação, o BB ignora o
compromisso assumido em 2013, ao propor a retirada de serviços do
CSL e a transferência dos bancários”, explica Sandra.
As
mudanças que o BB pretende fazer na Visin envolvem cerca de 17 mil
funcionários em todo o país. Além do Recife, a reestruturação
também atingirá, em maior escala, as praças de Belém, Belo
Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis,
Fortaleza, Goiânia, Manaus, Porto Alegre, Ribeirão Preto, Rio de
Janeiro, Salvador e São Paulo. As mudanças envolvem as áreas de
logística, operações e plataforma do PSO e setor dos caixas das
agências.
Reuniões – Após o ato em frente ao
Palácio do Campo das Princesas, os diretores do Sindicato e
bancários envolvidos na reestruturação seguiram, em fila indiana,
até a sede da área de Gestão de Pessoas (Gepes) do BB, no Recife
Antigo.
Na Gepes, o Sindicato entregou um ofício com
reivindicações dos funcionários do CSL. “Uma das nossas
reivindicações é que o banco registre, por escrito, qual será a
mudança para cada um dos bancários envolvidos na reestruturação.
Os bancários relatam que receberam apenas orientações verbais”,
explica Suzineide.

se comprometeu a dar uma resposta formal ao Sindicato sobre essas
reivindicações e a informar, por escrito, qual será a lotação de
todos os bancários transferidos.
Nessa terça-feira, dia 26,
o Sindicato já havia se reunido com representantes do banco para
conversar sobre a reestruturação. Na ocasião, o BB se comprometeu
a garantir, para aqueles que com a reestruturação perderem a comissão, prioridade na concorrência por uma comissão
similar, num prazo de um ano.
Além disso, dada a diferença
de atribuições das áreas meio e das agências, o BB garantiu
treinamento e acompanhamento no período de adaptação dos bancários
que forem transferidos. “Nosso objetivo é, de fato, cancelar a
reestruturação. Mas se ela ocorrer, lutaremos para que os prejuízos
para os bancários sejam minorados e cobraremos que o BB cumpra os
compromissos assumidos”, afirma Renato Brito.
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