
Os Encontros Nacionais dos Bancos
Privados ocorrem nesta terça (7) e quarta-feira (8), em São Paulo. Bancários
do Bradesco, Itaú, HSBC e BMB irão discutir a conjuntura política
nacional, debater problemas específicos de cada banco e elaborar
minutas para a Conferência Nacional dos Bancários.
A presidenta do Sindicato,
Suzineide Rodrigues, destaca que o principal foco desses encontros
será a defesa dos empregos. “Os direitos trabalhistas estão
seriamente ameaçados, no governo ilegítimo de Temer. Lutaremos
pelos nossos empregos e pela manutenção de todos os direitos que já
conquistamos. Nesses encontros nacionais, traçaremos nossas
estratégias de resistência e nos prepararemos para a Conferência
Nacional”, afirma a presidenta.
Ela explica que assédio moral,
condições inadequadas de trabalho e metas abusivas são
problemas encontrados em todos os bancos privados do país. “O
combate a esses problemas faz parte da nossa agenda permanente”,
completa Suzineide.
No dia 7, funcionários de
todos os bancos assistirão a uma análise de conjuntura e, em
seguida, em grupos de trabalho, discutirão questões específicas de
cada banco. No dia 8, serão realizadas as plenárias gerais dos
bancos, para a elaboração das minutas específicas.
Bradesco
– A pauta específica do Bradesco é histórica. “Há muitos
anos, lutamos para que o nosso seguro de saúde seja transformado em
plano de saúde, para poderemos mantê-lo após a aposentadoria, e
reivindicamos o parcelamento de férias. Também estamos lutando pelo
fim da onda de demissões no banco”, afirma Suzineide, que é
funcionária do Bradesco.
Itaú
– O diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino,
conta que a avaliação do sistema de metas “Agir” está entre as
pautas que serão discutidas pelos funcionários do Itaú. “O banco
implementou algumas modificações que o movimento sindical sugeriu
para corrigir distorções do sistema. Avaliaremos se houve avanços
com as mudanças implementadas”, explica Rufino, que é funcionário
do Itaú e integra a COE (Comissão de Organização dos empregados)
do banco.
O diretor do Sindicato cita ainda
que as demissões recorrentes de funcionários do Itaú devido a
irregularidades no registro do ponto eletrônico e as mudanças no
plano de saúde, que trouxeram prejuízos para os funcionários mais
recentes, também serão temas de debates.
“Discutiremos
essas questões com vistas a contribuir na construção da pauta da
Conferência Nacional dos Bancários”, explica Rufino.
HSBC – O
aumento de denúncias de assédio moral será um dos focos de
discussão entre os funcionários do HSBC. “Enquanto a incorporação
ao Bradesco não se consolida, gestores do HSBC estão assediando
funcionários para que atinjam metas ainda mais altas. O objetivo é
que o banco continue em evidência no mercado”, relata a diretora
do Sindicato Suzana Andrade.
Outra preocupação dos
funcionários do HSBC é não perder direitos com a incorporação ao
Bradesco. “Reivindicamos, por exemplo, a manutenção dos nossos
níveis salariais e planos de saúde e da possibilidade de
parcelamento de férias”, ressalta Suzana, que é funcionária do
HSBC.
A diretora afirma que, a fim de
unificar a luta dos funcionários dos dois bancos, há expectativa de
que as COEs do HSBC e do Bradesco comecem a fazer reuniões juntas.