“O golpe não foi só dado contra a democracia. O golpe foi dado contra
cada um de nós. Todos e todas no Brasil foram afetados pelo golpe. O
que é fundamental perceber é que nós, efetivamente, estamos em guerra.
Nós temos que ir para a rua defender o Brasil antes que ele seja vendido
completamente. Nós temos que ir para a rua defender a democraia. Nós
temos que ir para a rua defender nossos direitos. O momento é de luta e
nós temos que dizer para cada bancário que só a luta te garante. Ninguém
te protege. Eles são golpistas e fascistas e não passarão. Fora
Temer!”, foi assim que o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der
Osten, abriu o Encontro Nacional dos Bancos Privados, realizado na manhã
desta terça-feira (7), no hotel Excelsior, em São Paulo.
Os encontros reúnem, nesta terça-feira (7 ) e na quarta-feira (8),
funcionários do Bradesco, HSBC, Itaú e BMB para debater os assuntos
relacionados às bandeiras de luta da categoria bancária e a atual
conjuntura política do país.
Betão também classificou como acerto a manutenção do encontro dos
bancos privados. “Este evento mostra a unidade da categoria para a
mobilização nacional e o fortalecimento da Convenção Coletiva e nossa
organização nacional para conquista de novos direitos e para a luta
contra os retrocessos. Traz aquele espiríto de quando a gente construiu o
Departamento Nacional dos Bancários, para unificar a categoria em todo o
País e conquistar uma negociação unificada”, completou.
Para Juvandia Moreira, vice-presidenta da Contraf-CUT, esta é
oportunidade única de reunir bancarios do país inteiro num momento muito
delicado da política. “É um momento privilegiado para nós, de estarmos
aqui, reunidos para analisarmos juntos desafios que temos devido a
conjuntura nacional. Os riscos que corremos de perder aquilo que
acumulamos. Pensar nos problemas não só da nossa categoria, mas nos
prolemas do nosso país. Podemos perder a nossa aposentadoria. Nós temos
obrigação, nesses dois dias, de pensar nesses temas gerais e analisar
como a gente faz o combate no local de trabalho.”
Fabricio Coelho, representante do Sindicato dos Bancários do Espirito
Santo e da Intersindical, saudou a capacidade de organização nacional,
de enfrentamento e de resisitencia da categoria. “Neste momento político
conturbado, de um governo ilegítimo, esperamos muita unidade e muita
combatitividade. Saudamos a todos neste encontro para que a gente avance
muito mais nesse setor.”
Carlos Wilson de Souza (Gigio), primeiro secretário do Sindicato dos
Bancários de Florianópolis, saudou as mulheres trabalhadoras, que
segundo ele “na última semana carregaram a companheira Dilma no colo”.
Ele ressaltou a união da esquerda em defsa da democracia e contra o
golpe. “A esquerda está unida e se fortalecendo.”
Edson Ramos da Rocha, do Seeb de Porto Alegre, também falou pela CSD.
“Estamos passando uma das piores conjunturas da história, muito por
culpa do Itaú, que junto com a Fiesp, foram os principais financiadores
do golpe. No Brasil, desde o tempo da escravidão e de outrios golpes
vividos no país, as pessoas lutram contra a retirada de direitos dos
trabalhadores. Por enquanto, temos liberdade de continuar lutando, temos
obrigaçao de defender nossos direitos.”
Simone Abreu, da FETEC-CUT/SC também comentou a complicação da
conjuntura. “Estamos aqui para somar na luta pelos direitos e contra os
banqueiros”.
Já Mauri Sérgio Martins de Souza, secretário de Assuntos Jurídicos da
Contraf-CUT e representante da Feeb SP/MS, avalia como muito importante
um evento como este para aprimorar mais a unificação dos trabahadores e
trabalhadoras. “Principalmente num momento de crise político, no qual
os bancos querem se aproveitar para retirar os direitos dos
trabalhadores. Mais do que nunca temos de defender a democracia e os
direitos dos traballhadores, para garantir nossas conquistas. Nada disso
é possível sem unidade da categoria.”
Hermelino Meira Neto, represetante da CTB e da Federação Bahia e
Espírito Santo, lembrou que os banqueiros tentaram interromper, no ano
passado, um cilo vitorioso de aumento real. “Certamente eles tentaram
criar uma outra mesa e retirar nossos direitos. Temos de resistir e
lutar. Garantir a mesa única de negociação que é fundamental para os
avanços de uma categoria unificada. Essa conferência dos bancos privados
é mais um passo para que a gente possa construir nossos direitos.”
Magaly Fagundes, presidenta da Fetrafi MG, afirmou que a campanha
nacionall será muito dificil. “Mas, com nossa resistencia e mobilização,
vamos sair vitoriosos. O que mais importa neste momento é mantermos a
unidade da categoria.”
Veja abaixo a programação dos Encontros dos Bancos Privados
14:30h às 18hs – Trabalho em Grupo
Itaú – 3 grupos
Bradesco – 3 grupos
HSBC – 3 grupos
BMB – grupo único
Dia 07/06 – 20h – Jantar dançante no Círculo Italiano
Dia 08/06 – Plenária geral por banco – elaboração da minuta específica por banco.