
O Sindicato dos Bancários de Pernambuco reúne-se, nesta terça-feira, dia 22, com a Gestão de Pessoas da Superintendência do Banco do Brasil (Gepes-BB) em Pernambuco, para discutir os impactos negativos do plano de reestruturação para os funcionários e população em geral. Com a medida, haverá um corte de milhares de funcionários e populações de vários municípios ficarão sem banco algum. Os trabalhadores foram pegos de surpresa com o anúncio à imprensa e ao mercado no último domingo.
Em Pernambuco, 16 unidades serão diretamente atingidas pela medida. As agências de Ponte dos Carvalhos (Cabo de Santo Agostinho), Peixinhos(Olinda), Avenida Guararapes(Recife) Pina(Recife), Derby(Recife), Shopping Boa Vista (Recife) Shopping RioMar(Recife) terão suas atividades encerradas; e as agências de Escada, Sirinhaém, Frei Miguelinho, Jataúba, Macaparana, Riacho das Almas,Tuparetama, Vertentes e Vicência serão transformadas em Postos de Atendimento.
O BB lucrou R$ 7,7 bilhões apenas nos primeiros nove meses deste ano e o número de clientes também cresceu em 1,227 milhão, somando 64,6 milhões no total. Em contrapartida, anunciou o Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI) com o corte de até 18 mil funcionários e a redução de estrutura em todas as áreas, principalmente na rede de agências com 379 transformadas em postos de atendimento e 402 fechadas. Além disso, noticiou a ampliação do público-alvo da jornada de 6 horas, estendendo a opção aos assessores de todas unidades. Por isso, as ações ordinárias do BB subiram mais de 6% na bolsa de valores nesta segunda-feira, evidenciando quem são os verdadeiros beneficiários da reestruturação.
Sob o comando do governo ilegítimo de Michel Temer, o plano é cortar R$ 750 milhões de investimentos do banco, sendo R$ 450 milhões com a nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões com redução de despesas com transporte de valores, segurança e imóveis. “A medida segue na contramão do papel de fomento ao desenvolvimento social e econômico do país, que o banco vinha desempenhando, nos últimos anos. Temer tem deixado claro o objetivo de privatizar as empresas públicas e acabar com a função social delas”, avalia o presidente Interino do Sindicato, Fabiano Moura. Ele destaca que o prejuízo do processo de privatização de uma empresa como o Banco do Brasil é enorme tanto para os bancários como para a população, pois as condições de trabalho e o atendimento serão precarizados.
A diretora do Sindicato, Andreza Camila Duarte, destaca que em reuniões recentes, a Superintendência do BB em Pernambuco assegurou que não havia previsão de encerramento de atividades de agências no Estado. “O banco desmentiu o boato de que haveria um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e sequer fez referência à realização do PEAI. O clima é de apreensão nos postos de trabalho, pois todo o funcionalismo será afetado pela reestruturação”, explica Andreza Camila.