O Sindicato dos Bancários de Pernambuco atuou para a reintegração de mais três bancários demitidos pelo Bradesco e pelo Itaú. Os funcionários que possuem Lesões por Esforço e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) nos membros superiores foram dispensados à revelia da lei.
O requerente Paulo Castro é funcionário do Bradesco há 29 anos. Lotado na agência Dantas Barreto, foi demitido em maio. Já Sérgio Alexandre Pereira, empregado do banco há mais de 30 anos e lotado na agência São Lourenço da Mata, foi despedido em setembro.Nos dois casos, o banco alegou necessidade de redução de quadro, mesmo tendo lucrado R$ 12,7 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
“O Bradesco tem feito corte de custos para aferir ainda mais lucro, e o foco principal tem sido os funcionários mais antigos, que têm melhores salários. Trouxeram tanto lucro para o banco e, quando mais precisam, são demitidos”, denuncia o diretor do Sindicato, Ronaldo Cordeiro.
Conforme narra o secretário de Saúde do Sindicato, Wellington Trindade, na reintegração de Sérgio Pereira, o representante jurídico do banco demonstrou uma postura desrespeitosa com o bancário.
“No momento da reintegração, o preposto evitou qualquer contato com o trabalhador, evidenciando como o Bradesco tem tratado o funcionalismo. Não canso de repetir: a prioridade das trabalhadoras e trabalhadores deve ser a saúde. Não se enganem achando que bater as metas é garantia de emprego”, alerta.
A bancária Elisama Batista trabalha no Itaú há dez anos. Há três anos, ela faz tratamento também da LER/DORT nas mãos, punhos e ombros. Nunca se afastou do trabalho, mesmo tendo indicação médica para isso. Desde março deste ano, a funcionária está lotada numa das agências da Avenida Dantas Barreto. Foi demitida em agosto, sob a alegação de baixa produtividade, mesmo tendo batido as metas individuais.
“Esse sistema de metas estabelecido pelo Itaú gera ainda mais pressão sobre o funcionário, pois ele pode ser penalizado até menos por aquilo que não está a seu alcance. As metas abusivas são causas corriqueiras do adoecimento bancário”, denuncia o diretor.