
Após o anúncio de reestruturação do
Banco do Brasil(BB), a Caixa Econômica Federal (CEF) planeja tomar
medidas semelhantes, como a transformação de agências em postos de
atendimento, criar um plano de incentivo à aposentadoria e,
inclusive, fechar agências que apresentaram resultados considerados
insatisfatórios.
A Caixa avalia fazer um programa de
aposentadoria incentivada ou de demissão voluntária que pode
atingir cerca de 11 mil pessoas, além de fechar 100 agências cujos
resultados financeiros foram considerados não lucrativos.
De acordo com a secretaria suplente de
Bancos Públicos do Sindicato, Isis Monteiro, a base está apreensiva
frente aos cortes de funções que atingiram o Banco do Brasil e,
possivelmente, ocorrerá na CEF. “Esse processo de ataque aos
bancos públicos conduzida pela ótica da política neoliberal vai
exigir de nós uma forte mobilização. As entidades representativas
dos empregados da Caixa já estão cobrando quais serão os critérios
utilizados para determinar se uma agência apresenta resultados
satisfatórios ou não”, afirma.
A avaliação dos resultados obtidos
por agências da CEF não deveria levar em consideração apenas as
movimentações financeiras feitas nas unidades. Enquanto banco 100%
, cujo papel social é de extrema relevância, é necessário
mensurar o retorno social de cada agência, afinal, além dos
serviços bancários os cidadãos buscam na Caixa o acesso a
benefícios e direitos como Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS) , Programa de Integração Social (PIS) e Bolsa-Família, além
dos financiamentos habitacionais para pessoas de baixa renda.
“A redução do quadro de
funcionários terá como consequência a sobrecarga de trabalho para
os empregados e a precarização do atendimento, principalmente das
demandas sociais”, avalia Isis. O Coletivo da Caixa está
realizando visitas sistemáticas nas unidades para dialogar com os
bancários sobre as estratégias de enfrentamento contra o desmonte
dos banco públicos.