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Só
no ano de 2016, foram levantadas 1.503 denúncias de assédio moral
nos bancos. Contudo, pelos canais de registros circulam todos os
tipos de denúncia desde equipamentos quebrados a conflitos entre
pessoas. Essa generalização prejudica a análise dos dados já que
é necessário identificar as circunstâncias para traçar uma
política de prevenção.
Desse
total, 1.325 foram encaminhadas pelos canais internos dos bancos e
178 foram encaminhadas pelos sindicatos signatários do Instrumento.
O
aprimoramento do instrumento de combate ao assédio moral nos bancos
foi um dos temas debatidos no encontro da Comissão Bipartite de
Saúde do Trabalhador, realizada nesta semana, em São Paulo. A
Secretaria de Saúde do Sindicato dos Bancários de Pernambuco
marcou presença.
Agora
em 2017 faz seis anos de assinatura da Cláusula de Combate ao
Assédio Moral no Trabalho da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)
entre a Confederação
Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)
e a Federação
Nacional dos Bancos (Fenaban).
Segundo
Wellington Trindade, a Fenaban
apresentou os dados das denúncias feitas através canais internos
(ombusdman e ouvidoria) e via sindicatos referentes ao ano de
2016. Entretanto, se negou a estratificar as ocorrências. “De
acordo com a Fenaban, pelos canais internos circulam todos os tipos
de denúncia: ar-condicionado quebrado, mobiliário, equipamentos,
conflitos entre pessoas etc. Essa generalização prejudica a
análise, pois é extremamente importante identificar essas situações
para assim podermos traçar uma política de prevenção”, critica.
Os
representantes dos trabalhadores reivindicaram ainda a diminuição
do prazo de apuração já que um grande número de denunciantes
adoece em virtude do assédio moral e muitas vezes não consegue
esperar o resultado da apuração que hoje é de até 45 dias. A
reivindicação da Contraf-CUT consiste na redução do prazo para
até 30 dias, considerando que os trabalhadores adoecidos devem ter
prioridade na solução dos problemas nos ambientes de trabalho. Não
houve qualquer disposição da Fenaban em atender ou discutir as
questões apresentadas.
“A
Fenaban tem se mostrado resistente na mesa de negociação. Essa
postura precisa mudar. Fomos bastante persistentes e até mesmo
repetitivos. Mas o representante da Fenabana todo momento negava
nosso pleito de forma arbitrária”, disse Trindade.
A
nova negociação da mesa sobre o instrumento de combate ao assédio
moral está agendada para próxima reunião prevista para maio.