
O Banco Santander é a entidade financeira que mais adoece bancários em Pernambuco. A constatação é do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, que emitiu 98% dos Comunicados de Acidente de Trabalho (CAT) do banco, com validação de 100% pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Recentemente, o banco tentou coagir uma de suas funcionárias a assinar um documento abrindo mão da estabilidade previdenciária que possui até 2018.
Apesar da bancária Ana Paula Siqueira não ter aceitado perder a estabilidade, o Santander contrariou a legislação e realizou o desligamento dela. O Sindicato não homologou a demissão e, agora, inicia um processo para a reintegração da funcionária.
A postura da direção regional do banco reflete as posições do presidente da empresa no Brasil, Sérgio Rial, que em entrevista a um canal de televisão, afirmou que a reforma trabalhista é positiva, porque entre outras coisas, permite a não homologação das demissões diante de representantes do sindicato. Rial defendeu ainda que “os bancários devem trabalhar no mínimo 8 horas”, disse. Além de ter reclamado que o banco gasta muito com segurança e, por isso, quer retirar portas detectoras de metal e vigilantes.
“Os banqueiros apoiaram a reforma trabalhista porque é de interesse deles fazerem demissões nas agências, sem o papel fiscalizador do Sindicato para assegurar os direitos dos bancários. O objetivo é desligar até quem tem estabilidade e precarizar ainda mais o trabalho”, avalia o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino.