
Conforme
notícias divulgadas pela grande imprensa, a direção da Caixa
Econômica Federal prepara para este início de ano uma nova
edição do Programa de Demissão Voluntária (PDV). De acordo com o
movimento sindical, a suposta redução de custos com pessoal,
iniciada no ano passado, é um pretexto da equipe econômica do
governo de Michel Temer para atacar o papel social do banco público
em favor do mercado financeiro.
O
novo PDV que deve ter início neste trimestre pretende atingir cerca
de 3 mil funcionários próximos da aposentadoria que se encaixam nos
critérios para aderir ao programa. Em 2017, a empresa se utilizou
desse artifício por duas vezes, desligando assim mais de 7.300
empregados.
A
fim de justificar o desmonte, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi,
apresenta o falacioso argumento da economia e da eficiência
relativas às queda das despesas com pessoal e da limitação da
folha do custeio do plano de saúde dos funcionários.
“Na
verdade, o governo ultraliberal de Michel Temer quer é sucatear a
Caixa para retirá-la da concorrência em favor do mercado de
capitais. Não é à toa que o banco público está sendo atacado com
muitas denúncias e especulações de corrupção, de cabide de
emprego e de super salários. Ao tentar carimbar a Caixa de empresa
“corrupta”, o que se busca é desvalorizá-la, fatiá-la e
vendê-la a preço de banana para o capital expeculativo, como estão
fazendo com a Petrobras”, analisou a presidenta do Sindicato dos
Bancários de Pernambuco, Suzineide Rodrigues. Ela destacou ainda
que, se confirmada a edição do novo PDV, os empregados da Caixa
devem procurar o Sindicato antes de firmar qualquer acordo que possa
gerar prejuízos. “A direção do banco vem ameaçando os
empregados com descomissionamento por meio da verticalização.
Estamos alerta ”, afirmou.
Para a
delegada sindical e empregada da Caixa, Cândida Fernandes, é
necessário fortalecer os trabalhadores por meio da organização
sindical e de entidades associativas. “É muito claro o propósito
do governo de jogar a população contra a Caixa por meio do
sucateamento do atendimento. Como empregados precisamos estar unidos
em torno de um propósito maior que é a defesa da Caixa 100%
pública. O sindicato sou eu, é você, somos nós. Vamos à luta!”,
concluiu.