Diante das irregularidades cometidas pela Caixa Econômica Federal com relação a realização de horas extras em excesso, tanto para os empregados em home office quanto para o expediente nas agências, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco apresentou denúncia ao Ministério Público do Trabalho. A entidade requer explicações por parte do banco e apresentação das fitas de auditoria dos Caixas de todas as agências do Estado.
“Em meio à pandemia, os empregados da Caixa estão cumprindo um importante papel social com o pagamento do auxílio emergencial. Porém, a população tem criado filas enormes, de forma desorganizada, por falta de informação e descaso do governo Federal. Diante disto, os bancários estão altamente expostos à contaminação, além do desgaste físico e mental, com jornadas de até 16 horas. Então, a Caixa deve manter o controle de jornada como está previsto no Acordo Coletivo de Trabalho. Esse direito é inegociável”, destaca a presidenta do Sindicato, Suzi Rodrigues.
No caso do home office, os empregados não possuem limitador de jornada consoante com o ACT, trabalhando até 16 horas diárias. Ao realizarem o rodízio, com alternância semanal, uma semana em casa e outra na agência, não se observa o ponto na agência, violando a jornada de 6 horas com hora extra ou 8 horas de jornada.
“Estamos mantendo um diálogo positivo de colaboração com o MPT, que tem se mostrado sensível à situação da categoria bancária. Com a denúncia, esperamos que a Superintendência seja intimada a apresentar explicações, assim como o registro de início e final das fitas de auditoria dos Caixas de todas as agências do Estado”, destaca o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato, João Rufino.
O Sindicato também deu entrada em Ação Civil Coletiva contra a Caixa para impedir a abertura de parte das agências no último sábado (3). A decisão em caráter liminar foi pelo acolhimento parcial do pleito apresentado, garantindo álcool gel pra empregados e população geral, mas mantendo a abertura do banco nos finais de semana. “O Sindicato está buscado negociar com a Caixa e, neste caso, tentamos garantir os direitos dos bancários na Justiça. Mas, o poder judiciário mostra-se alinhado aos interesses do governo do Estado”, conclui a secretária de Bancos Públicos, Cândida Fernandes.